Entrevistas

A HBR quer "inovar a tradição". Conta o Hugo

A HBR Comunicação iniciou a celebração da sua maioridade através de um rebranding. O intuito passa por “Inovar a tradição”, tal como explica o fundador e diretor executivo. Além disso, afirma Hugo Ribeiro que a idade adulta traz “uma visão segura do caminho a percorrer”.

quarta-feira, 10 agosto 2022 12:06
A HBR quer "inovar a tradição". Conta o Hugo

Briefing I O que motivou este rebranding?

Hugo Ribeiro I A HBR Comunicação está a celebrar 18 anos e associou este marco à mudança de posicionamento que tem vindo a fazer, resultado das necessidades dos seus clientes. Não foi uma adaptação gráfica do logótipo apenas. É antes uma resposta ao mercado e a formalização dos desafios que temos assumido, e com os quais atravessámos o período da pandemia. Para a HBR Comunicação estes dois anos foram de crescimento e consolidação das equipas e da sua cultura organizacional. Passámos à idade adulta e coincidentemente, celebramos 18 anos.

Esta nova assinatura que agora trazemos – “A inovar a tradição” – reflete a articulação entre dois eixos essenciais de quem nos procura: por um lado, a nossa economia, empresas, a nossa história, o património, a cultura e as tradições, fortes atrativos de um país pequeno, mas – e aqui entra a inovação - com um enorme potencial exportador, muito voltado para o turismo e com capacidade de atrair investimento estrangeiro por ser um importante hub. Comunicar a aposta na inovação, nas soluções tecnológicas, no progresso, no crescimento empresarial e na força dos recursos de cada região ou empresa com quem trabalhamos. 

O que muda no posicionamento da agência? Como se diferencia das restantes?

É mais comum termos agências de relações públicas com uma minoria de designers ou agências de design com uma minoria de “copys”. Para a HBR Comunicação faz sentido apresentar uma solução muito completa sempre de base institucional – e que não é nada comum em consultoras da nossa dimensão. Diferenciamos-mos por contermos várias disciplinas da comunicação e por articularmos verdadeiramente esta interdisciplinaridade. Não temos dois profissionais com o mesmo perfil. Por outro lado, nenhuma outra agência no mercado conhece o contexto social, económico e cultural do país como nós conhecemos. Até pode haver quem o faça – mas trabalhará apenas o design, ou o marketing territorial. Nós estamos no território, no interior, em Lisboa, nas empresas e nas autarquias. Compreendemos como comunicar com os meios locais e nacionais.

O que é que se altera com a chegada da maioridade?

Quando surgimos há 18 anos eramos uma empresa de marketing e design e que foi sofrendo uma evolução natural e muito orgânica. Hoje, assumimos esse crescimento – que teve as suas dores – e encontrámo-nos na comunicação estratégica. Esta viragem foi ocorrendo também durante a pandemia, quando muitas das agências de comunicação estavam a atravessar uma crise. Na HBR, considerámos que o caminho não era esse e não só mantivemos o fluxo de trabalho como ainda crescemos. A equipa de relações-públicas consolidou-se e quadruplicou. A de design cresceu, tornou-se ainda mais versátil e sénior e diferenciada. Hoje somos uma empresa muito mais preparada para os desafios. Somos o melhor resultado de um encaixe perfeito entre a imagem e as palavras, porque a comunicação é feita de mil linguagens.

Como pretendem “inovar a tradição”?

Cresci a ver a aposta dos meus pais, empreendedores que transformaram a tradição em unidades de produção competitivas e inovadoras, que carregam os valores de Portugal em vários prémios internacionais que recebem. É e continuará sempre a ser o meu melhor exemplo. Nos últimos anos, a convivência com os nossos clientes e com alguns dos territórios mais ricos do nosso país (muitos deles em risco de desertificação), fez-nos perceber que Portugal tem um segredo bem guardado que, bem potenciado, pode permitir ao país um posicionamento mais competitivo no panorama internacional. Falo do diálogo simbiótico entre os nossos aspetos culturais, o nosso património e a nossa endogenia, com a competitividade cada vez maior e mais especializada das empresas portuguesas.

Qual a estratégia de crescimento que têm pensada?

Estamos a crescer e este reposicionamento ajuda-nos a explicar-nos melhor ao mundo. A idade adulta traz-nos uma visão segura do caminho a percorrer. Propor estratégias ousadas e inovadoras de construção de notoriedade às empresas, entidades públicas e associações que passem por uma ação concertada entre uma boa imagem, mas também pelo posicionamento, pela relação com os media e novos media. A comunicação fragmentou-se e é nesses fragmentos que pretendemos estar. Agilidade e proatividade nas nossas propostas. Rigor nas nossas respostas.

Como esperam chegar ao final de 2022?

Pretendemos fechar novos projetos e que serão relevantíssimos para Portugal e para as agendas mobilizadoras do PRR. Queremos alargar o nosso portfolio trabalhando com clientes da área da energia e da sustentabilidade, já que temos alguns projetos do setor publico onde podemos criar sinergias de comunicação entre clientes. A diversificação de clientes de setores da economia, de serviços e de regiões do país é também um objetivo que sabemos que iremos atingir no final de 2022. Teremos que continuar a apostar no alargamento da nossa equipa porque é fundamental prestar um acompanhamento diário e de muita qualidade.

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quarta-feira, 10 agosto 2022 13:03

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