Entrevistas

José Eduardo Moniz: “Escrevi textos do ‘Freeport’ para o Jornal Nacional”

Moniz: “Escrevi textos do ‘Freeport’ para o Jornal Nacional”
É a primeira entrevista publicada depois do anúncio da OPA da Ongoing sobre a Media Capital.
segunda-feira, 12 outubro 2009 08:00


Depois de sair da TVI para a Ongoing, o canal de televisão caiu nas audiências e o Jornal Nacional foi suprimido. Coincidências? José Eduardo Moniz, vice-presidente da Ongoing Media, admite aceitar um cargo de ministro, garante que não usa redes sociais e vaticina tempos difíceis para os canais generalistas com a chegada da TDT. Tem andado pelo Brasil a ‘namorar’ os grandes grupos económicos em busca de novos parceiros para o grupo de Nuno Vasconcellos. Esta entrevista foi feita dias antes de a OPA da Ongoing sobre a Media Capital ser anunciada. Contactado mais tarde, Moniz reiterou que não é o momento para falar. 
 
Briefing: Tem saudades da TVI?

JEM: Tenho saudades de fazer televisão, não da TVI.

Briefing: Admite a hipótese de a Ongoing ter comprado “o seu passe” para desvalorizar a Média Capital?

JEM: Conhecendo o que eu conheço dos accionistas da Ongoing, não me parece que eles desperdicem o seu investimento.

Briefing: Enquanto negócio empresarial acha que um investimento na Media Capital é preferível a um investimento na Impresa?

JEM: A essa pergunta não respondo, porque, tendo saído há pouco tempo da TVI, não me parece que haja total ausência de incompatibilidades na resposta.

Briefing: Ainda estava na TVI quando houve o falhanço da compra por parte da PT. Acha que neste momento a televisão estaria melhor se essa compra se tivesse realizado?

JEM: Não gosto de especular sobre as coisas. Houve uma hipótese de um negócio com a PT que não se concretizou, por influência governamental. Esse é um facto. A partir daí todas as interpretações são possíveis.

Briefing: Se ainda estivesse na TVI, o Jornal Nacional não teria terminado?

JEM: Obviamente. O Jornal Nacional de sexta-feira foi criado por mim para ser um semanário. Era um espaço de informação e de investigação Cheguei a escrever diversos textos das peças sobre o Freeport para o Jornal Nacional. Acho que o valor patrimonial da empresa foi delapidado, pelo menos parcialmente, numa coisa que é essencial, que é a sua credibilidade.

Briefing: Desde que saiu, as audiências da TVI caíram e as televisões estão mais próximas. Acha possível que as televisões se aproximarem todas dos 25% de share, numa espécie de cenário de equilíbrio?

JEM: Não se pode tirar essa conclusão. O Verão é sempre um período atípico, porque há muitas deslocações de pessoas, o sol condiciona a vida de toda a gente, as pessoas começam a consumir televisão muito mais tarde, consomem de forma diferente, os hábitos alteram-se durante esse período.

Briefing: A TVI 24 foi lançada há alguns meses e entretanto ainda não conseguiu descolar…

JEM: Sempre disse que a TVI 24 era um produto que ao fim de um ano atingiria 50% das audiências da Sic Notícias, e em dois, três anos, estaria taco-a-taco com a SIC Notícias. Mas já não estou na TVI e desconheço as estratégias.

Briefing: Está arrependido de não ter contratado os Gato Fedorento quando eles saíram da RTP? 

JEM: Nós sondámos os Gato Fedorento sobre a possibilidade de eles irem para a TVI,  mas eles já estavam na SIC. A SIC apesar, dos Gato Fedorento, tem estado em terceiro lugar quase permanentemente nas médias diárias. Uma andorinha não faz a Primavera.

Briefing: Acha que este novo programa é de alguma maneira disruptivo na televisão portuguesa?

JEM: É uma aposta perturbadora, vai ser perturbadora durante algum tempo e vai esgotar-se rapidamente.

 
Leia o resto da entrevista na edição impressa do Jornal Briefing a partir de 15 de Outubro. Se não é assinante, faça aqui a sua incrição .
domingo, 13 fevereiro 2011 12:15

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