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Kaspersky prevê aumento de ciberataques para 2017

A Kaspersky acredita que 2017 será marcado pela fragilidade de um mundo cada vez mais conectado e pelo uso de ciberataques como arma na guerra da informação. A conclusão surge das previsões sobre cibersegurança feitas pela Equipa Global de Investigação e Análise (GREAT) da Kaspersky Lab.

quinta, 29 dezembro 2016 11:13
Kaspersky prevê aumento de ciberataques para 2017

A empresa de soluções de segurança endpoint elaborou o relatório "Kaspersky Lab Previsões de Ameaças para 2017" onde destaca a ciberespionagem (principalmente via telemóvel), a cibersabotagem, a mercantilização dos ataques financeiros e o aumento do ransomware (ataques que pedem resgates à troca da recuperação da informação roubada) como algumas das tendências para 2017.

O estudo prevê que os ataques cibernéticos vão desempenhar um papel cada vez mais importante nas relações internacionais e a imputação de culpa tornar-se-á um tema central na política. No entanto, o aumento de ciberataques acontecerá paralelamente ao aumento de hackers vigilantes,que obtêm informações e publicam o seu conteúdo alegadamente para um bem maior.

Ao longo do próximo ano, a Kaspersky acredita que se vai assistir à "mercantilização" dos ataques cibernéticos financeiros com recursos especializados e disponíveis para venda em fóruns de hackers. À medida que os sistemas de pagamento se tornam mais comuns, espera-se um aumento do interesse dos cibercriminosos.

Uma plataforma de malware personalizada onde cada característica era alterada especificamente para cada vítima, torna os IoCs pouco fiáveis para detetar outras vítimas. Assim, "é hora de pressionar a adoção mais generalizada de boas regras Yara, o que permitirá que os investigadores façam pesquisas em toda a empresa, inspecionem e identifiquem traços em binários em repouso, e examinem a memória em busca de fragmentos de ataques conhecidos", explica o especialista sénior em segurança da GREAT, Juan Andrés Guerrero-Saade.

Em 2017, a Kaspersky Lab espera ainda ver o aparecimento de malware destinado ao reconhecimento geral e à recolha de credenciais. Tema sobre o qual Juan Andrés Guerrero-Saade acrescenta que "as infeções efémeras destacam a necessidade de heurísticas proativas e sofisticadas em soluções anti-malware avançadas".

No estudo, prevê-se ainda que os hackers estarão atentos ao lançamento constante de dispositivos IoT (Internet of Things) não seguros e tentarão desativar o maior número possível de aparelhos. Sobre as ferramentas de tracking e segmentação usadas na publicidade, a empresa antecipa que serão aplicadas na vigilância de supostos ativistas e dissidentes.

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