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Nada pára a rádio. Nem mesmo a internet.

Nada pára a rádio. Nem mesmo a internet.Não sei se deverei começar por fazer a habitual declaração de interesses, ou se o leitor já está familiarizado: sou da rádio, gosto da rádio, investigo rádio e faço outras coisas, também relacionadas com a rádio. Mas não faço parte do grupo dos que ficaram no passado carpindo mágoas por uma rádio mal amada, por vezes mal tratada, menos ainda perco tempo a achar que antigamente é que era bom.

quarta, 20 julho 2016 09:19
Nada pára a rádio. Nem mesmo a internet.

Os tempos mudam e devemos acompanhar a mudança. A rádio deve, também, acompanhar os "novos tempos" sem nunca esquecer a sua essência. Porque é essa essência que faz a diferença.

Por vezes, os novos tempos presenteiam-nos com essa essência, como fez, há dias, a Antena 1, contando a história da selecção no Euro em poucos minutos, num registo sonoro emocionante, que recupera o que de melhor tem a rádio. Nessa altura, partilhei o vídeo que é, na verdade, um registo sonoro, no meu perfil de Facebook, acrescentando aquilo que penso sobre a rádio. Podem ler e não ouvir, mas não é a mesma coisa.

"A rádio é isto. E isto é rádio. Simplesmente, assim. Pura emoção. Porque consegue, mais do que o próprio jogo, arrepiar-nos, levar-nos até ao campo e deixar-nos de olhos vidrados, como se as lágrimas quisessem saltar (...). Não percebo nada de futebol, ignoro a maior parte dos jogos e não vi o da selecção, mantendo-me atenta aos gritos dos vizinhos e aos comentários no Facebook. Mas reconheço, um relato na rádio tem algo de único. Esta tarde senti a nossa selecção através desta selecção de sons da Rita Colaço. Pensei que a rádio é (mesmo) isto e que às vezes nos esquecemos disso. A palavra é rainha e os efeitos sonoros acompanham. Infelizmente temos um ambiente sonoro dominado pela música, num tom (muito) monocórdico. Deixemos a rádio, aquela com R grande, voltar ao éter, enquanto este ainda existe..."

Na verdade, mais do que a essência da rádio, este apontamento fez-me pensar na (será eterna?) invisibilidade da rádio, uma vez que, ainda que o som seja partilhável, é o vídeo que domina. E, no Facebook, podemos adicionar vídeo às nossas publicações, mas não podemos adicionar som. Como?! Temos, para o efeito, de recorrer às chamadas third party apps, como será o caso do Soundcloud, para referir um dos serviços de alojamento de som mais populares ou, pelo menos, radio-friendly. Partilhamos uma hiperligação que redirecciona o utilizador para outro website. Ao contrário, os vídeos arrancam automaticamente sem sairmos do Facebook. Porquê? Qual a razão para não conseguirmos pesquisar som, no Google ou conseguirmos partilhar som, no Facebook?

quarta, 20 julho 2016 13:51

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