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Mercado publicitário português continua em queda

Mercado publicitário português continua em queda
O mercado publicitário em Portugal continua a ver as suas contas "mal paradas". De acordo com o Diário Económico, em 2010, o resultado bruto de exploração (EBITDA) das agências caiu 30,1 por cento, sendo já o terceiro ano consecutivo em quebra, segundo dados revelados pela Associação Portuguesa das Agências de Publicidade (APAP).

quarta-feira, 01 fevereiro 2012 11:21

Os números avançados pela associação, os quais apenas abrangem associados, revelam que Portugal dá real importância ao preço quando se trata de escolher uma agência, subvalorizando, deste modo, a criatividade.

Tomás Froes, CEO da Partners, revelou que a situação em que o mercado publicitário se encontra é "muito preocupante" e "a criatividade tende a ser subvalorizada". Também a secretária-geral da APAP, Sofia Barros, partilhou da mesma ideia, adiantado: "Mais grave ainda do que a faturação é a queda desproporcional dos resultados. As agências estão a lutar pela sobrevivência, com os clientes a pressionar remunerações e a alargar prazos de pagamento".

Perante a crise económico com a qual estamos a lidar, "a forma mais fácil de reduzir custos para o cliente é cortando na publicidade, porque na cultura das empresas a comunicação é prescindível", referiu João Oliveira, CEO da Young & Rubicam. A redução das margens das agências explica-se porque "as agências têm vindo a perder a relevância e diferenciação. Hoje, muitos clientes pensam que é tudo igual e acabam por decidir apenas pelo preço", salientou o responsável ao Diário Económico.

Os sectores que em tempos eram os maiores clientes de publicidade foram os que mais reduziram o investimento, como é o caso dos bancos e da indústria automóvel.

Fonte: Diário Económico

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