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APAN: Sustentabilidade em debate

APAN: Sustentabilidade em debate
As empresas mais apostadas no desenvolvimento sustentável e práticas de comunicação responsável foram os temas abordados na sessão da tarde da conferência "Cinco anos pelo desenvolvimento sustentável em Portugal", da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN). Carlos Liz, da IPSOS APEME, e Nathalie Ballan, da Sair da Casca, apresentaram estudos relacionados com a temática "Opinião Pública e Sustentabilidade em Portugal".

terça-feira, 07 fevereiro 2012 22:09


Hoje ainda persiste alguma dificuldade por parte dos cidadãos em acreditar que as empresas estão a fazer tudo em prol da sustentabilidade. Ainda assim, os inquiridos no estudo apresentado por Carlos Liz apontaram o nome de algumas empresas como sendo aquelas que, no seu entender, mais apostam em promover o desenvolvimento sustentável: EDP, Sonae e Portugal Telecom ocupam os três primeiros lugares do ranking, respetivamente.

Quando comparado com 2007, há agora mais gente que reconhece que se está a dar mais atenção ao tema de desenvolvimento sustentável. Os cientistas/investigadores fazem parte do grupo de pessoas que, no entender dos inquiridos, têm mais dinamismo face ao tema (3,8 por cento), seguidos das escolas e das ONG (3,7 por cento). Tal deve-se ao facto de os cientistas ainda "serem bem vistos em Portugal", no sentido em que os portugueses veem neles alguém que pode "meter alguma ordem", explicou Carlos Liz.

Neste sentido, 43 por cento das pessoas inquiridas revelou ter "muito interesse" em conhecer mais sobre iniciativas e o desempenho das empresas em matéria de desenvolvimento sustentável.

Práticas de comunicação responsável das empresas

Se uma empresa pretende ser sustentável existem vários procedimentos que devem ser cumpridos. Das marcas que fizeram parte do questionário para a realização do estudo de Nathalie Ballan, 91 por cento diz promover o desenvolvimento sustentável, ainda que 88 por cento das empresas confesse comunicar para reforçar a imagem positiva.

As mensagens transmitidas pelas empresas ao público têm uma responsabilidade inquestionável. Assim, Nathalie Ballan fez uma chamada de atenção para a proporcionalidade que estas atingem. É necessário "apresentar com rigor as atividades relevantes do anunciante em matéria de sustentabilidade", revelou.

Ao comunicarem, as empresas devem ter não só preocupações ambientais mas também preocupações a nível dos impactos das suas mensagens. Neste sentido, o futuro das empresas passa, por um lado, pela estratégia de comunicação, e, por outro, por um consumo responsável, defende a investigadora.

Catarina Caldeira Baguinho
Fonte: Briefing

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