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Consumidores portugueses cautelosos quanto aos gastos

Consumidores portugueses cautelosos quanto aos gastos
Portugal regista a segunda mais baixa predisposição da Europa para comprar. Os portugueses revelam-se preocupados com as necessidades de poupança, tendo em conta a atual situação económica do país. Esta é a conclusão da sondagem Consumer Climate Europa, da GfK, que inquiriu cidadãos de doze países.

quinta-feira, 19 julho 2012 12:02

Alemanha, Áustria, Bulgária, Espanha, França, Grécia, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Roménia foram os países que integraram a sondagem e que representam cerca de 80 por cento da população total dos 27 países membros da União Europeia (UE). No topo da lista dos países com melhores expetativas económicas estão a França, a Alemanha e a Polónia.

“As avaliações dos consumidores relativamente ao futuro da sua economia e dos seus próprios rendimentos, bem como a sua disposição em efetuar compras importantes variam consoante a medida em que cada país é afetados pela evolução da crise financeira. Assim, o desânimo da população é particularmente prevalecente nos países em crise como a Grécia, Espanha e Itália”, revela a sondagem.

Em Portugal, ainda que se continue a viver numa profunda recessão, verificam-se ligeiras melhorias: na última avaliação, a Troika da Comissão Europeia (CE), da UE e do FMI aumentou a previsão de crescimento para o país de 3,3 por cento negativos para os três por cento negativos. Apesar da produção industrial ter diminuído nas últimas semanas, as exportações, ao invés, foram “bastante mais promissoras”. Estes pequenos passos de progresso estão também a ter efeito nas expetativas económicas da população.

Tal como Portugal, também a Roménia vislumbra esperanças. A perspetiva de uma recuperação económica foi considerada menos provável nos consumidores italianos (60,2 pontos negativos) e checos (57,1 pontos negativos). Já os franceses, romenos e alemães foram os que apresentaram os valores mais elevados, com 8,2 pontos negativos, 2,6 pontos negativos e três pontos, respetivamente. A média na UE é de 35 pontos negativos. Por seu turno, nos EUA, o indicador encontra-se em 21,2 pontos.

Em Portugal, a expetativas económicas só registaram uma ligeira melhoria – de 40,6 pontos negativos em março, passou para 37,7 pontos negativos em junho. Todavia, desde setembro passado o país tem vindo a mostrar sinais de um lento, embora constante, crescimento. Em junho, o indicador atingiu o valor máximo desde setembro de 2010.

Relativamente aos rendimentos, em muitos países europeus os consumidores estão a prever uma diminuição nos próximos meses. “O indicador permaneceu, no geral, estável ou foi até melhorado”, revela a GfK. Portugal, Grécia e Itália registam os valores mais baixos, com 33,7 pontos negativos, 48 pontos negativos e 68 pontos negativos, respetivamente. Por outro lado os austríacos (um ponto negativo), os romenos (1,6 pontos) e os alemães (40,1 pontos) preveem um aumento nos respetivos rendimentos. A média da UE é de 43 pontos negativos e nos EUA de 14,7 pontos.

Mas a disposição para comprar é, regra geral, baixa ou muito baixa nos países europeus, apesar de ter melhorado em alguns deles nos últimos dois meses. O aumento dos impostos tem preocupado os consumidores que, por sua vez, consideram que agora é boa altura para fazer compras importante. Porém, há uma grande diferença entre querer consumir e ser capaz de o fazer. “Muitas pessoas não têm simplesmente meios neste momento para efetuar compras grandes, mesmo sendo agora uma altura razoável para o fazer”, revela a sondagem. A disposição mais baixa regista-se no Reino Unido (42,3 pontos negativos), Portugal (43,2 pontos negativos) e na Grécia (45,2 pontos negativos). Os mais ansiosos por consumir são os búlgaros (8,5 pontos), os austríacos (22,4 pontos) e os alemães (32,7 pontos). A média em toda a União Europeia é de 23 pontos negativos.

Fonte: LPM

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