Marketing

Marketing Marathon: Storytelling e economia partilhada são tendências para 2016

"Na era da desatenção não basta saber o que dizer. É preciso saber contar". E é aí que o storytelling assume um papel importante, afirma Edson Athayde, CEO e diretor criativo da FCB, no arranque do segundo dia da Marketing Marathon, dedicado às novas tendências do setor, das quais se destacam o storytelling, a formação de marketeers, a desmaterialização dos produtos físicos, a economia partilhada e ainda os drivers de evolução das marcas.

terça, 16 fevereiro 2016 16:23
Marketing Marathon: Storytelling e economia partilhada são tendências para 2016

Sobre o storytelling, Edson Athayde explica que "no dia-a-dia as marcas querem contar histórias, mas não querem usar as ferramentas certas por medo de rejeição, polémica". Porém numa era de desatenção e na qual os "millennials pensam que são donos da História", é importante saber contar e fazer histórias (Storydoing), sem esquecer da aposta na cultura de paródias e memes vivos.

Aqui a formação dos marketeers também assume relevância. Rui Cruz, professor da Universidade Europeia, comenta que não é possível formar bons profissionais, se não forem alterados os planos de ensino. "There is no Alternative", afirma o docente, acrescentando que um professor deve ser um parceiro de descoberta, estar sempre dois passos à frente dos alunos e, ao invés de desencorajar, deve aproveitar o crescente uso de dispositivos móveis em benefício da educação, bem como trazer clientes e situações reais para a sala de aula.

Quanto às tendências para 2016, Sandra Alvarez, CEO da PHD Media, considera que os consumidores (essencialmente das gerações Y e Z), os media e a tecnologia serão os principais drivers da evolução, e enumera as seis principais mudanças: a cultura do empreendedorismo, o mindset minimalista (personalização), o empowered consumer (o consumidor enfrenta as marcas), tecnologia intrusiva (possibilidade de filtrar conteúdos e controlar a incidência de notificações), marca pessoal (valorização da opinião de bloggers e vloggers) e ligações emocionais (vender emoções e estados de espírito).

Rui Ventura, presidente da Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing e VP de Marketing, Sales & Creative da Fuel TV, acrescenta uma outra tendência ao leque apresentado: a construção de uma marca numa economia partilhada. O profissional salienta que ainda que a democratização do acesso a conteúdos leve a excedentes, no que toca à tecnologia, por exemplo, permitirá um desenvolvimento mais rápido dos produtos. E apresenta ainda alguns casos de sucesso como o Airbnb, a Etsy (artesanato) e a Farmstand (mercados agrícolas locais).

No âmbito tecnológico, João Mendes, key account manager da Epay Worldwide, cuja missão é criar ligações entre marcas e consumidores, através de cartões de ativação no ponto de venda, o que permite trazer marcas que não têm presença física no retalho nacional como o iTunes, Spotify, Blizzard, Riot, Steam, Nintendo, Netflix e Google Play. Em território português, a empresa está agora a entrar numa nova fase de "desmaterialização de produtos físicos" de marcas como a Microsoft e a Sony.

A Marketing Marathon está a decorrer em Lisboa até esta quarta-feira. As conferências do último dia decorrerão no auditório da Vodafone e incidirão sobre o sucesso das empresas, tendo como convidados António Margato (Consumer Marketing Director da Vodafone), Cláudia Solposto dos Reis (Retail & Trade Marketing da Disney), Maria João Panaca (Marketing Manager da Disney) e André Carvalho (CEO da Red Bull), bem como um workshop com João Gomes de Almeida (diretor criativo da 004). 

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