Marketing

O que anda a IBM a fazer com a inteligência artificial? A Rita conta

Na IBM acredita-se que, tal como a Internet revolucionou o retalho, os media e o entretenimento para os consumidores dos anos 90, as redes sociais, as comunicações móveis e alguns sistemas de Inteligência Artificial vieram mudar definitivamente a relação marca/consumidores, colocando mais poder nas mãos dos segundos. Agora, afirma a diretora de Marketing, Comunicações e Cidadania da IBM Portugal, Rita Miguel, estes sabem "mais do que nunca" como escolher, onde podem mais facilmente comparar produtos e preços, comprando "o que querem, quando querem".

segunda-feira, 27 fevereiro 2017 13:06
O que anda a IBM a fazer com a inteligência artificial? A Rita conta

"Mas não olham apenas para a qualidade do produto, só ficam verdadeiramente satisfeitos com o processo de compra se a qualidade do serviço oferecido superar as suas expectativas. E mais: podem tornar as suas opiniões conhecidas – positivas ou negativas – a milhares ou mesmo milhões de outros consumidores". Ora isto cria vários desafios às empresas. É que, neste ambiente conectado e interligado, é preciso encontrar o que os consumidores querem, oferecer-lhes produtos e serviços diferenciados, e criar e manter uma imagem de marca poderosamente positiva. Por isso, além de necessitarem de um conjunto diverso de ferramentas de tecnologia e técnicas de negócio para lidar com estes desafios, as marcas precisam de estar um passo à frente na inovação, "procurando satisfazer um cliente cada vez mais exigente, dinâmico e informado, sob pena de serem ultrapassadas e aniquiladas pela concorrência".

Segundo um estudo recente do Institute for Business Value da IBM, para 70% dos consumidores a primeira interação com um produto ou serviço tem lugar online, 64% fazem a primeira compra na sequência de uma experiência online, dos dois mil milhões de pessoas conectadas à Internet em todo o mundo, mais de 600 milhões estão no Facebook e mais de 110 milhões de tweets são enviados diariamente. Estas questões criam um desafio sem precedentes para retirar informação válida do aglomerado produzido diariamente. Neste âmbito, a IBM lançou há cerca de um ano uma nova visão estratégica, a Era Cognitiva, onde se insere o Marketing Cognitivo. "Só através de plataformas de Inteligência Artificial, ou sistemas cognitivos como o IBM Watson (o primeiro sistema não programável, e que tem a capacidade de compreender a linguagem dos humanos e aprender ao longo do tempo), será possível extrair informação válida de forma a conhecer cada indivíduo e/ou cohort (uma comunidade) e oferecer-lhe serviços personalizados e à medida das suas necessidades e exigências". O IBM Watson já consegue, por exemplo, entender as emoções, a personalidade de uma pessoa, eufemismos, até as expressões faciais e o que o significam, de dados não-estruturados produzidos nas redes sociais, para criar uma autêntica visão do indivíduo. "Sem dúvida que já é, e tornar-se-á cada vez, mais um aliado e uma ferramenta indispensável na tomada de decisão na área do Marketing".

De acordo com o mais recente Global C-Suite Study da IBM, que entrevistou 723 CMO em mais de 50 países, a prioridade é criar melhores experiências para os clientes e continuar a apostar numa relação cada vez mais individualizada, deixando para trás a ideia de segmentação, e fazendo-o cada vez mais em plataformas digitais e cognitivas, numa interação virtual e menos presencial. Por outro lado, com o IBM Watson os retalhistas já conseguem saber com antecedência quais os produtos e tendências que estarão em alta na próxima época e, desta forma, antecipar os stocks. O que é possível graças à aplicação IBM Watson Trend, "que analisa dezenas de milhões de conversas nas redes sociais, monitorizando 10 mil fontes de informação e que revela o sentimento dos consumidores em relação a produtos que estão a pensar comprar ou que já tenham adquirido". Com estas aplicações, as capacidades do IBM Watson já estão a ser utilizadas, de forma autónoma ou agrupadas, na plataforma cloud que a empresa disponibiliza. "São como que um menu de capacidades que também podem ser aplicadas diretamente ao Marketing". Por exemplo, "numa mera pesquisa que procura palavras dentro de um determinado conteúdo, se a palavra ou a expressão não estiver nesse conteúdo não se percebe o significado da frase, do parágrafo, do tweet... e com a API Concept insights vai-se além disso, pois identifica o conceito, o significado que está por detrás dessa palavra ou expressão". Mais um exemplo: o Tone Analysis permite detetar o estado emocional de uma pessoa, baseado em pistas da linguagem, seja escrita ou falada.

Este artigo integra um dossiê sobre os desafios da Inteligência Artificial para o marketing, publicado na edição impressa da Briefing.

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

bt nl

À Escolha do Consumidor

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing

Melhores Briefing