Marketing

A Microsoft quer democratizar a IA. Manuel Dias explica porquê

A identificação de cenários de negócio onde a componente de análise preditiva é a peça chave constitui, para o especialista em soluções Microsoft Portugal Manuel Dias, o desafio atual que a Inteligência Artificial traz para o sector do Marketing, mas também para as organizações em geral.

segunda-feira, 06 março 2017 13:15
A Microsoft quer democratizar a IA. Manuel Dias explica porquê

Isto porque se fala cada vez mais de "personalização de ofertas e conteúdos, de serviços cognitivos para computer vision, deteção de emoção ou interação em linguagem natural, para além dos cenários mais conhecidos de micro segmentação, previsão de churn, modelos de propensão comercial ou lead scoring". E, para responder a isso, os profissionais do sector têm, também eles próprios, que ultrapassar desafios. Desafios esses que passam pela utilização de ferramentas capazes de lidar com novos tipos de informação, com um volume massivo de dados, e que permitam, de forma simples, obter insights para suporte à decisão.

Para Manuel Dias, as novas soluções e os novos modelos de negócio que advêm do uso desta tecnologia "são, sem dúvida, o motor dinamizador". Explica que o recurso à Inteligência Artificial não visa apenas a otimização do negócio, fidelizar clientes ou maximizar o ROI de uma campanha, mas sim, e cada vez mais, criar soluções disruptivas. Aqui, a junção e correlação de múltiplas fontes de informação, não só de sistemas internos às organizações, mas de todo o ecossistema, onde a imagem, o perfil social, a dinâmica temporal e espacial, os momentos de interação, "abre portas a novas soluções de mercado". "Um dos exemplos é a aplicação Waze, onde a informação de uma rede social com georreferenciação, dinâmica e com análise em tempo real bate qualquer sistema tradicional de otimização de rotas".

Apesar das oportunidades, a Inteligência Artificial tem também, como qualquer área de inovação, riscos inerentes. É que implica a criação de produtos e serviços alternativos, mas também a eliminação de cadeias de valor tradicionais. "Caber-nos-á a todos – fornecedores da tecnologia e utilizadores das soluções – garantir que as aplicações de algoritmos cada vez mais inteligentes se mantêm, simultaneamente, responsáveis e inclusivas". Segundo o especialista da Microsoft, os benefícios de uma tecnologia disruptiva têm de assentar na salvaguarda de direitos fundamentais como a privacidade, a igualdade de acesso e a não discriminação. "Vivemos cada vez mais num mundo de experimentação e a Inteligência Artificial é sem dúvida uma das áreas que mais experimentação vai exigir", assegura.

Manuel Dias recorda que, apesar de o termo ser utlizado como algo novo, a Inteligência Artificial já existe desde o séc. XX, sendo um dos exemplos mais conhecido o feito alcançado em 1997 quando o DeepBlue, computador recorrendo a Machine Learning e Inteligência Artificial, venceu um jogo de xadrez contra o campeão mundial Gary Kasparov. "Mais recentemente, o filme 'Minority Report' conta uma história onde uma força policial de elite identifica e prende criminosos com base em previsões sobre os crimes que irão cometer". Apesar da onda de ficção à volta desta área, existem hoje no mercado soluções maduras que permitem estender o campo de conhecimento e análise dos mais diversos fenómenos. "Um dos exemplos mais simples é a utilização de assistentes pessoais digitais como a Cortana ou a Siri, que conhecem os nossos comportamentos, interagem em linguagem natural e preveem ações ou comportamentos com uma precisão enorme. Outro é a utilização de bots para a realização de tarefas de conversação de forma inteligente, autónoma e natural, mas os exemplos são inúmeros e serão uma das modas desta década".

Por isso, a Microsoft está já a investir nesta área, não só nas plataformas específicas como o Bing, o Skype, a Xbox ou os Hololens, mas sobretudo em ofertas comerciais, com uma missão: democratizar a utilização de Inteligência Artificial. "Tal como há 10 anos o Excel abriu a possibilidade de qualquer pessoa analisar dados de forma simples, mas poderosa, a disponibilização de uma Cloud Inteligente, mapeada na solução Cortana Intelligence, assume hoje um papel fundamental para a utilização de serviços de Big Data, Hadoop, Serviços Cognitivos, Machine Learning, Bots, entre muitos outros". Com isto, as empresas têm sido alvo de uma mudança que se substancia em dois vetores fundamentais: o reforço de competências em Advanced Analytics, com procura crescente no mercado, e a adoção de plataformas tecnológicas que incluam de base serviços de Machine Learning, Serviços Cognitivos, Bots e Big Data. Além disso, a aquisição de Data Scientists – enquanto recursos especializados com competências nestas novas áreas de advanced analytics e machine learning – "será também um aspeto crucial a não esquecer".

Este artigo integra um dossiê sobre os desafios da Inteligência Artificial para o marketing, publicado na edição impressa da Briefing.

 

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

bt nl

À Escolha do Consumidor

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing

Melhores Briefing