Marketing

Mudança no Congresso Nacional do Marketing

O Congresso Nacional do Marketing, organizado pela Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing (APPM), continuou durante a tarde de ontem com a partilha de experiências. "Trabalho para a Vida vs. Uma Vida de Trabalhos" e "Construir Marcas Num Mundo em Mudança" foram os temas debatidos.

quinta-feira, 29 junho 2017 13:04
Mudança no Congresso Nacional do Marketing

"O sucesso é aceitar que a mudança é algo permanente", referiu Nadim Habib, ao abrir o primeiro painel da tarde, "Trabalho para a Vida vs. Uma Vida de Trabalhos". O professor da Nova School of Business and Economics disse que hoje em dia há uma noção de justiça muito grande e os clientes querem garantir que não estão a ser enganados. Mas, apesar de mais informados, estes estão a ter comportamentos "irracionais". "O cliente está a dizer: só há dois segmentos na minha vida, o básico e o premium", explica Nadim Habib para mostrar como os atuais clientes pretendem estar em ambos os segmentos. O professor acrescenta ainda que o passo mais importante na forma como se interage não é a transparência, mas sim a coerência, ao "garantir que fazem o que dizem que fazem".

O tema foi depois debatido por Carlos Liz, fundador da IPSOS APEME, Miguel Lambertini, humorista e ex-marketeer, Salvador da Cunha, Lift World, Sónia Morais Santos, blogger – Cocó na Fralda, e Nuno Carvalho, Padaria Portuguesa. Victoria San Martin, Choose the Story, foi a moderadora.

Como o painel sugere, foram expostas as experiências pessoais de cada um dos oradores sobre o que os levou a mudar de vida e a apostar num negócio diferente da sua carreira inicial. Carlos Liz chama a atenção para a necessidade de ser móvel e acompanhar os tempos e Sónia Morais Santos e Miguel Lambertini dizem que ainda sentem desconforto ao falar da atual profissão, dada a opinião da sociedade sobre bloggers e humoristas.

Apesar da mudança na profissão, em geral, os oradores assumiram que as aprendizagens anteriores foram bastante importantes. "Aprendi a olhar para o consumidor, para as equipas e é fundamental que a experiência seja linear para a empresa", refere Nuno Carvalho. Miguel Lambertini exemplifica que essa experiência o ajudou a "aprender como fazer conteúdos virais". Já Sónia Morais Santos tem o objetivo de ligar o passado ao futuro e trazer o jornalismo para o blog. "Gosto de acreditar que sou jornalista até ao fim", acrescenta.

Salvador da Cunha refere que os "empreendedores ficam reféns das próprias empresas", mas tanto Sónia Morais Santos como Miguel Lambertini valorizam o tempo que ganharam com a mudança. "Sou dona do meu tempo. É a coisa mais extraordinária que ganhei", refere Sónia Morais Santos.

Para finalizar o Congresso Nacional do Marketing abordaram-se os desafios e oportunidades de "Construir Marcas num Mundo de Mudança". Aqui, Carlos Coelho, IVITY, iniciou o debate com uma comparação a "fazer chichi num rio" pois, da mesma forma que a água está sempre a passar, a mudança também é uma constante para a marca, refere. Desta forma, realça ainda que fazer uma marca é como "uma relação" e, assim, é preciso "todos os dias contar uma história muito sedutora que continua sempre no dia seguinte".

Rita Torres Batista, NOS, Moez Sacoor, Sacoor Brothers, Albano Homem de Mello, H3, e Tiago Simões, Continente, constituíram este último painel com a moderação do presidente da APPM, Rui Ventura.

A portugalidade esteve no centro do debate. Para Moez Sacoor, esta é utilizada "como fator de diferenciação num mundo global", enquanto Tiago Simões considera que para o Continente esta busca é "muito fácil" por lidar com comida, "e a comida é muito importante para as pessoas", diz. Também Albano Homem de Mello trabalho no setor alimentar e considera a comida importante porque, "como diz o Carlos: as marcas são metade de quem as faz e metade de quem as faz são os consumidores", refere.

Sobre a mudança, os oradores concordam que é preciso estar constantemente atentos. "Todos os dias estamos a ver como é, como não é", diz Albano Homem de Mello. "Há muitas coisas que são construídas no dia a dia", acrescenta Tiago Simões. "Neste mundo em constante mudança, se não estamos 'update' morremos", refere Rita Torres Batista.

"O fator concorrência já não é visto apenas com as lojas que estão ao meu lado fisicamente, mas a nível global", explica Moez Sacoor. Ainda assim, Tiago Simões defende que não se deve "ter medo de fazer coisas diferentes porque uma ideia que não é boa nem se vê". "Às vezes acho que falta o risco", acrescenta Rita Torres Batista.

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