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A Omdesign está "condenada a crescer". O Diogo explica porquê

Desde 1998, “a navegar em águas pouco agitadas”, a Omdesign está condenada a crescer. É o fundador e diretor-geral, Diogo Gama Rocha, quem o diz. Um desafio para quem se assume artesão, com brio e gosto pelos detalhes. O que tem valido à agência de design e publicidade inúmeras distinções. Sempre com “foco na excelência” – o título da exposição que mostrou, durante o último verão, alguns dos seus trabalhos mais premiados, nos últimos anos, em Portugal e além-fronteiras.

quinta, 25 janeiro 2018 12:56
A Omdesign está "condenada a crescer". O Diogo explica porquê

 

Só em 2017, a agência de Leça da Palmeira somou perto de meia centena de prémios em competições de design, nacionais e internacionais. Mas se tem sido muito distinguida em packaging, não se esgota nessa dimensão, que não chega a 25% do trabalho. A diversidade de serviços e áreas em que atua é, aliás, segundo o fundador e diretor-geral, uma das suas maiores mais-valias. Branding, estratégia da marca, implementação, desde o packaging ao ponto de venda à publicidade televisiva são algumas das áreas em que opera a agência que faz 20 anos em 2018.

“Muito trabalho, ambição e determinação”. É o balanço destes 19 anos da agência, para quem “as relações com os clientes são o mais importante”. E há mesmo clientes que acompanham desde a fundação. “Dá-nos a certeza que o rumo que traçamos desde 1998 é o caminho correto e que vamos continuar a seguir”, diz Diogo Gama Rocha.

E qual é o caminho? Continuar a ser uma agência pequena, com uma equipa reduzida, de 13 pessoas, “mas que quer ser grande pelo trabalho que faz e pelo reconhecimento dos clientes”. A empresa “fala pelos seus clientes e não por si”, afirma. E “nunca se deixou deslumbrar”, rejeitando mesmo, por vezes, algumas oportunidades, sob pena de “colocar em causa a evolução”. O objetivo é o crescimento sustentado, não massificando o negócio. “É preferível fazer menos mas muito bem do que fazer mais e mais ou menos”, refere. A meta é o “brio do artesão”. Não no sentido de fazer poucas peças, mas em apostar no detalhe e em preferir não fazer a fazer mal.

“Não queremos ser uma indústria. Queremos continuar a colocar o brio artesão em tudo o que fazemos”. E continuar a “navegar em águas pouco agitadas”. “Hoje, 2017, a ambição, a determinação e a exigência que tem a Omdesign é exatamente a mesma que tinha em 1998”, explica. Embora, admita que as condições são diferentes, feitas de 19 anos de história.

O low profile é uma atitude pessoal de Diogo Gama Rocha que se estende à agência, mas concede que está condenada a crescer, em virtude da procura do mercado. Compara o percurso da empresa ao planeamento de uma viagem: “não podemos navegar à vista, temos que preparar a tempestade”. “Felizmente, temos conseguido antecipar muitas situações por que, infelizmente, este país passou e vai, certamente, passar no futuro”. “Estamos a viver algumas ilusões e é importante perceber bem a realidade e a dimensão de Portugal”, comenta.  A solução pode ser a aposta nas marcas e no que o país tem de único e nunca na imitação. “É importante que Portugal construa uma marca forte, que ainda não tem. Tudo o resto virá por arrasto”, nota.

E como é que isso se faz? A cortiça, o vinho do Porto ou o calçado já são bons exemplos, diz. Mas tem que ser alargada ao país, como acontece, por exemplo, com Itália – “tem uma marca e todas as indústrias ganham com isso”. “A marca Portugal tem que ser construída a todos os níveis”, com “investimento e uma estratégia a médio e longo prazo”, alerta. “Produtos, mão-de-obra e ambição já temos. De futuro, precisamos que tudo isso esteja equilibrado e concertado”. “Podemos ter a melhor linha de produção, se não tivermos uma boa marca associada a um bom design, vamos ser produtores. Se tivermos uma boa marca, vamos conseguir vender”.

“Se conseguirmos construir uma marca, conseguimos ir mais longe e deixamos para a geração futura um Portugal mais bem preparado, como não o recebemos”, acredita.

E a Omdesign tem feito a sua parte, “contribuindo para o reconhecimento do design português”. O segredo para este sucesso é “muito trabalho”. Como diz o seu pai: 5% inspiração e 95% transpiração. “Nesta área não é bem assim, mas é preciso muito trabalho”, diz.

Para o futuro, a ambição, essa, mantem-se a mesma: “Continuar a crescer no reconhecimento e fidelização dos clientes e acrescentar valor” às marcas. E reforçar a presença em Espanha, um “mercado interessante”, concede. Sempre com “passos pequenos e seguros”. “Não queremos massificar o negócio, mas ser reconhecidos pela eficácia, sempre com o foco na excelência”, conclui.

 

Este artigo pode ser lido na íntegra na edição impressa da Briefing.

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