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Uma explosão de inovação. É a ambição da Elise para o LACS

Inaugurado em março, o cluster criativo de Lisboa – LACS já recebeu mais de três mil candidaturas para um espaço de 500 pessoas. A procura vai, assim, ao encontro do objetivo da Marketing & Communication Manager, Elise Neiva, para o espaço: ter uma ocupação a 100% no fim do primeiro ano. A ambição é, pois, reunir empresas motores de criatividade e cultura, “abertas à troca de ideias e sinergias” e que juntas criem “uma verdadeira explosão de inovação”.

quarta-feira, 11 abril 2018 12:56
Uma explosão de inovação. É a ambição da Elise para o LACS

 

Briefing | O LACS abriu a 15 de março. Quais os objetivos para o primeiro ano de atividade?
Elise Neiva | A procura tem sido muita, recebemos mais de 3000 candidaturas, para um espaço de 500 pessoas, o que vai ao encontro do nosso objetivo de, no primeiro ano, ter a ocupação do LACS preenchida a 100%.
Porque queremos que o LACS seja um ecossistema criativo, esta grande procura traz novos e exigentes desafios porque nos leva a fazer uma curadoria cuidada de todos os membros. Queremos fomentar uma forte partilha de conhecimentos e experiências por parte das pessoas das indústrias criativas e uma grande diversidade de culturas e interesses. O objetivo deste projeto nunca foi criar mais um centro de escritórios, mas sim um espaço onde as empresas e os profissionais ligados às artes e à criatividade pudessem conviver, trocar ideias e desenvolver projetos criativos. Queremos que o LACS seja o lugar para onde as pessoas têm vontade de ir quando acordam.

Qual o investimento envolvido?
O investimento dos sócios rondou os três milhões de euros.

O LACS promete abanar Lisboa. Como pretende cumprir a promessa?
Mesmo antes de abrir já abanou e têm sido incríveis as propostas que nos chegam de vários mercados. Para além das melhores condições para os membros do LACS, estamos empenhados em fazer com que o LACS seja uma referência no panorama cultural da cidade. Este projeto foi especialmente pensado para juntar num único espaço as atividades e empresas motores da criatividade e da cultura e para ser uma verdadeira explosão de inovação. Há grandes expectativas em torno do LACS porque é, de facto, um cluster criativo único em Portugal.

Qual a diferença face a outros clusters criativos? E qual o posicionamento?
A dimensão do edifício, a sua localização e a vista maravilhosa sobre o rio Tejo são, sem dúvida alguma, fatores que têm contribuído para a procura incessante de um lugar no LACS. Mas acima de tudo, é a sua génese de “cluster criativo” que o distingue dos outros espaços da cidade. Para começar, porque queremos criar um ecossistema único de empresas e profissionais, exatamente para possibilitar que todos os membros possam trabalhar num ambiente de criação causado pela atividade de todos os outros membros, gerando maior partilha de ideias e experiências. E depois, porque o LACS vai oferecer serviços diferentes dos outros espaços existentes e zonas abertas ao público como a cafetaria, a sala de eventos, a galeria de arte e o rooftop bar restaurante.
A ideia basilar deste projeto é ter diferentes organizações nas áreas das indústrias criativas a comunicarem entre si, estimulando os seus sentidos mais criativos. Queremos promover a produção de cultura nacional e ajudar as empresas e os profissionais a alcançarem maiores níveis de inovação e competitividade no mercado.

O que oferece o LACS para impactar na criatividade das empresas ali alojadas?
Temos um espaço que estimula a produção cultural e a inovação, mas temos também galerias de arte verticais, atividades e workshops que estimulam a “veia” criativa. Quem visitar o LACS pode encontrar lá instalados tanto empresas, como profissionais dos mais variados setores das indústrias criativas. O que nos interessa é que a partilha de conhecimentos entre os membros contribua para a criação de sinergias, ideias e negócios.

Rock in Rio e a EDP Inovação já estão instaladas. Que outros inquilinos estão previstos?
Temos mais de 400 membros a instalarem-se já no LACS e gostaríamos de poder nomear todos, visto que acrescentam um igual valor à nossa communitivity.

Qual o perfil de empresas que procuram?
Não temos um modelo de empresa ideal definido. Até porque não oferecemos apenas planos de membership para empresas, mas também soluções ideais para profissionais que procuram um espaço criativo, dinâmico e que fomente o networking e as sinergias, com secretárias partilhadas ou dedicadas. Quando recebemos uma proposta não perguntamos apenas “O que poderá este membro trazer?” mas antes “De que forma o membro e todos os outros ganham ao integrar o LACS?”. Quem visitar o LACS poderá constatar que há empresas e profissionais das diferentes disciplinas das indústrias criativas lá presentes. O que nos interessa são membros que trazem valor ao nosso ecossistema e que estejam abertas à troca de ideias e sinergias entre si.

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