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Ler mentes para conquistar consumidores? Isso é MindProber

É uma espécie de mentalista dos conteúdos, publicitários ou não: o nome, MindProber, deixa pistas sobre a atividade desta empresa portuguesa incubada na Startup Braga e que, em 2017, um ano após a fundação, logrou angariar 450 mil euros através de financiamento seed. E o que faz? Desenvolveu um sistema que permite analisar as reações fisiológicas e comportamentais e estudar o seu impacto global.

quarta, 23 janeiro 2019 12:20
Ler mentes para conquistar consumidores? Isso é MindProber

 

Realizar estudos de media testing através de medidas biométricas é possível com MindProber, uma plataforma de automação de neurociência do consumo. Segundo Pedro Almeida, CEO e cofundador da empresa: “Mais do que confiar numa interpretação racional e trabalhada pelo espetador, podemos analisar implicitamente como reagiu ao conteúdo”.

Através desta plataforma, é possível testar o impacto de um conteúdo, utilizando medidas biométricas (características físicas ou comportamentais) recolhidas junto de espetadores. “A plataforma é completamente automatizada, o que quer dizer que os clientes, desde que tenham uma conta, podem configurar e lançar os estudos, definir a mostra e analisar os resultados de forma absolutamente autónoma”, explica. Com a aplicação mobile, é ainda possível recolher respostas declarativas dos espetadores, “juntando as metodologias tradicionais de estudos de mercado às medidas de neurociência do consumo”.

Os sensores biométricos, de seu nome James One, distribuídos com a app, são dispositivos pequenos e wireless, que sincronizam os conteúdos que os espetadores estão a ver, seja na televisão ou no computador, captando sinais fisiológicos. Desta forma, “é monitorizado o engagement entre o espetador e o conteúdo”. Os espetadores podem ainda assinalar na app os momentos em que sentiram especial interesse na matéria, enquanto respondem a questões relacionadas. “No final, o sistema gera um relatório automático que permite analisar os resultados produzindo insights acionáveis para os produtores de conteúdos”, explica o cofundador da empresa.

“Autonomia, escala e velocidade” são as vantagens, segundo Pedro Almeida, deste tipo de estudo: “Conseguimos fazer estudos que normalmente demoravam semanas, ou mesmo meses, em poucos dias, e em amostras de centenas de participantes”. Isto porque não são técnicas manuais que necessitem de passar por laboratórios e pela recolha de dados presencialmente.

Mas em que medida a análise de indicadores psicofisiológicos pode melhorar a perceção das reações? Pedro Almeida ressalva três benefícios. Primeiro, “são medidas espontâneas e não filtradas” que, adicionadas às verbais ou comportamentais, estabelecem uma visão holística do espetador.  Por serem “naturais” e fugirem ao controlo consciente, tornam-se “um reflexo mais autêntico dos estados emocionais”. Em segundo lugar, “são recolhidas segundo a segundo”, conferindo um nível de análise quase microscópico que permite identificar momentos específicos de maior ativação. “Conseguimos não só ter uma visão global do impacto emocional de um anúncio, mas também identificar o impacto relativo que cada sequência, mudança musical, personagem ou mesmo palavras de um discurso tiveram na reação dos espetadores”, aponta. Em terceiro lugar, a complementaridade com os métodos tradicionais permite “criar uma visão mais integrada do espetador e da forma como reage a um determinado conteúdo” e como esse conteúdo o influencia. As técnicas biométricas são, pois, uma ferramenta que permite desenvolver um conhecimento mais profundo do espetador e consumidor. “Fundamental na criação de melhores produtos, serviços e conteúdos”.

Este artigo pode ser lido na íntegra na edição impressa da Briefing.

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