Marketing

Marketing Marathon. Quando o analógico é… disruptivo

O cofundador da Torke CC e da Beta-i, André Rabanea, levou esta quinta-feira a disrupção à Marketing Marathon sob a forma de um equipamento analógico: um retroprojetor, que usou para partilhar com a plateia como o seu percurso se construiu de inovação e disrupção, o tema do evento promovido pela APPM – Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing.

sexta, 24 maio 2019 10:58
Marketing Marathon. Quando o analógico é… disruptivo

 

E, ao invés de uma projeção digital, usou os obsoletos acetatos para contar como toda a vida arriscou, primeiro em São Paulo (Brasil), quando fez praticamente uma espera à porta do responsável pela JWT, o que lhe valeu uma reprimenda, mas também um emprego. E depois, quando veio para Lisboa, com apenas mil euros, mas decidido a dar a volta a uma carreira em que as agências pareciam replicar modelos, sem inovar.

Por mero acaso, o primeiro contacto foi com a FOX e, mais uma vez, foi o arriscar que lhe valeu este cliente. “Inventou” uma agência – a Torke, cujo nome saiu de uma lista de cinco enviada pelo pai – e pôs-se a caminho para disputar um pitch em Madrid. Com a então EuroRSCG, hoje Havas. Ganhou e daí saíram campanhas como a “Loja de sangue”, para promover a série “The Walking Dead”, ou “Optimus com ombros largos”, para a então marca da Sonae.

André foi o último orador de um painel onde se falou, sobretudo, de tecnologia. Como fundador de uma incubadora de startups teve oportunidade de ouvir Hugo Gonçalves, diretor de Marketing da Bizzdirect, destacar que 84% dos casos de transformação digital das empresas fracassam, quase sempre porque as organizações não têm as ferramentas adequadas.

Com um centro de competências em Viseu, a Bizzdirect é defensora e praticante do modelo de smarketing, que, segundo o marketeer, resulta num alinhamento de pessoas e de processos entre a equipa de marketing e a de vendas.

Também nativa da cidade anfitriã do evento, a RedOcean é uma agência de marketing digital focada em proporcionar soluções inovadoras às pequenas e médias empresas do setor. Em linha com o orador anterior, também Paulo Oliveira, diretor-geral, sustentou que uma estratégia de marketing não pode andar afastada da estratégia de negócio. O conceito que aplica é o de “strategy in action”.

Também a estratégia de marketing da Critical Software, empresa nascida em Coimbra em 1984 com o foco no fornecimento de software para a indústria aeroespacial, passa pela ajuda ao desenvolvimento do negócio, sem esquecer as pessoas e a necessidade de atrair e reter talento. O responsável de marketing, Sérgio Ferreira, deu conta de que, na ausência de um produto, a empresa se posiciona como especialista na resolução de problemas de negócio, promovendo-se, nomeadamente, através de landing pages em que a interação com os utilizadores permite a recolha de informação que, numa fase posterior, desemboca em sales meetings – com uma taxa de conversão superior à dos métodos mais tradicionais.

No que respeita às pessoas – a empresa possuía 450 colaboradores em 2017 e, um ano depois, são 800 – o grande desafio é a retenção. O que levou o fundador e atual chairman, Gonçalo Quadros, a lançar a ideia de uma equipa de super-heróis virtuais, de modo a ir ao encontro da premissa da empresa – “Make the world a safer place”. A segurança é o core dos softwares desenvolvidos pela Critical e quem melhor do que super-heróis para o representar? Nasceram, assim, os Critical Titans, que dão corpo a um kit de boas vindas que todos os recém-chegados encontram na secretária no primeiro dia.

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