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"For brands, we event". O Pedro conta como a Prestígio se reiventou

“Prestígio é o cuidado pelo extremo pormenor”. É assim que Pedro Santos Costa define a expressão que dá nome à empresa que fundou, a Prestígio For Brands, que celebra o 25.º aniversário com um rebranding. Da área de drivers e hospedeiras para o mercado dos eventos, o percurso da agência fez-se com “muita paixão” e dedicação. A equipa é pequena, com oito “espartanos”, mas vai crescer, já que o fundador pretende contratar mais, ainda este ano.

quinta, 04 julho 2019 12:40
"For brands, we event". O Pedro conta como a Prestígio se reiventou

 

Um “quarto de século” de existência, “sempre com o mesmo número de contribuinte, motivou o rebranding: “Já estava na hora de fazer um refresh, modernizar, simplificar”, explica o fundador e CEO. “Hoje em dia, cada vez mais ‘less is more’ e foi por aí que seguimos, marcando esta data que achamos muito importante na vida da empresa.

A marca propriamente dita remota a 2010, ano da “mudança mais significante em termos de imagem e posicionamento”, marcando o momento em que foi feito um investimento na criatividade enquanto serviço prestado pela empresa. “Este ano, mantivemos o claim e acrescentamos uma coisa que nos coloca claramente na área dos eventos e que é For Brands, We Event”, enquadra. A intenção do novo claim é aproveitar a expressão “we event”, dando-lhe dois significados: “para eventos e de inventar”.

Esta mudança reflete a intensão em apostar na comunicação da marca. “Nunca trabalhei muito a comunicação, chegou a altura de investir mais nesta vertente”, admite. “Costumo dizer que sou um homem do backstage, gosto mais de estar atrás a coordenar tudo, perceber se as coisas estão todas a andar como deve ser, e mais atento aos pormenores”, acrescenta. Ainda assim, acredita que, com este avanço, a empresa se reafirma no setor dos eventos corporativos, ativações de marca e também “na criatividade inerente a todos estes trabalhos”. Mas o verdadeiro objetivo deste rebranding é, diz, “fazer pelo menos mais 25 anos”. “Pelo menos”, reforça. “Até lá mudaremos, com certeza, porque este mundo cada vez muda mais, e mais rápido do que desejaríamos, o que nos obriga a ajustar os processos, as formas de pensar, de criar e de comunicar”, elucida. Assume “a preocupação de comunicar melhor e de forma mais assertiva” o que a empresa faz, reconhece a importância da imagem, mas argumenta que “não é isso que vende”: “O que vende é realmente o trabalho que temos vindo a fazer durante estes anos. É a confiança que ganhamos com os nossos clientes”, declara.

Sublinha, a propósito, que é o “elevadíssimo compromisso para com os clientes” que distingue a Prestígio: “Não queremos que haja uma relação cliente-fornecedor. Somos um dos braços do cliente, neste mercado, e acho que isso continua a ser muito apreciado”, completa. O resultado é o facto de manter clientes há 23 anos. O mais antigo é a Renault, que acompanha a Prestígio praticamente desde os primeiros passos, então enquanto agência de drivers sem automóvel à boleia das “limitações” da lei do álcool que entrara em vigor na altura. Teve sucesso, mas menos do que o desejado, o que o levou a juntar outro serviço, o das hospedeiras. No entretanto, os clientes iam pedindo aconselhamento para a organização de eventos, o que o motivou a aventurar-se nesta área de negócio. E, em 1997, assumiu-se como uma agência que “também fazia eventos”. Ainda hoje, a Prestígio mantém os serviços de motoristas e hospedeiras, que representam 20% da faturação.

O foco é, pois, a produção de eventos, mas a génese da empresa não é esquecida e nota-se na carteira de clientes. Neste âmbito, o setor automóvel representa “por volta de 60% do bolo”, se bem que o CEO não esconda a vontade de ver esta percentagem diminuir, com a entrada em setores como os do grande consumo, da banca e das telecomunicações.

Mas, afinal, quais as mais-valias para uma marca que incorpore eventos na sua estratégia? “Se as marcas transferissem 20% do investimento que fazem nos meios tradicionais de publicidade para os eventos, ações de marketing ou experiências, eu acredito, mesmo, que as vendas iam aumentar”, argumenta.

Este artigo pode ser lido na íntegra na edição impressa da Briefing.

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