Marketing

Aparecer é preciso, diz o Tiago às marcas

As marcas têm de estar mais próximas, têm de aparecer, têm de comunicar. É nisto que acredita o CEO da Happy Brands, Tiago Charrua. Acredita também que a agência, nascida em 2008, em plena crise, vai superar mais esta.

quarta-feira, 08 abril 2020 11:21
Aparecer é preciso, diz o Tiago às marcas

 

Desde 13 de março que a agência está em teletrabalho. E tudo tem corrido “bastante bem”, com capacidade para “responder perfeitamente a todos os desafios, mesmo estando a trabalhar a partir de casa”. Às segundas continua a fazer-se a reunião de planeamento, seguindo-se outras, durante a semana, quer com os clientes, quer com as equipas. “Muito telefone, WhatsApp e Zoom”, comenta.

“Em termos práticos estamos a funcionar a 100%. Apesar disso, já vou sentindo saudades de algumas coisas... Eu privilegio muito o contacto humano, acho que é sempre muito importante e já tenho saudades das ‘palmadinhas nas costas’, dos bolinhos na copa e do ‘vamos almoçar ao sushi?’”.

Quanto aos clientes, Tiago Charrua partilha que alguns, pela natureza dos próprios negócios, foram obrigados a parar, outros continuam a desenvolver campanhas, embora, na maior parte dos casos, tenha havido mudanças estratégicas face ao que estava previsto. “Para alguns clientes, estamos já a trabalhar no pós-Covid. Estamos já a desenvolver estratégias e planos para alguns clientes que querem entrar em força quando chegar o tão aguardado dia do ‘podemos voltar a sair’”, adianta.

Entre os ajustes estão os que dizem respeito aos meios: “Tivemos, inclusivamente, casos de campanhas multimeios que passaram apenas para o digital. Penso que é mais do que natural... a maior parte das pessoas estão em casa e mais online do que nunca. O mesmo se passa com a televisão”.
A propósito deixa uma mensagem: “Acho que é importante referir que há diversos estudos que apontam para a importância de não deixar de comunicar em alturas de crise. Isso é um erro. As marcas não devem desaparecer... devem, sim, estar mais próximas e presentes que nunca. Cabe também às marcas passar uma mensagem de esperança. Obviamente com uma presença ajustada a realidade, mas devem aparecer”. Neste contexto, as campanhas digitais são “uma excelente forma de aparecer”.
Numa altura em que “são mais as perguntas do que as respostas”, Tiago Charrua sempre vai dizendo não ter grandes dúvidas de que boa parte das mudanças veio para ficar. “Pela rapidez com que tudo aconteceu, fomos obrigados a mudanças muito rápidas e estruturais. Naturalmente que umas mais do que outras, mas todas as empresas tiveram de se adaptar. Mesmo os que não gostavam da ideia do teletrabalho, tiveram de instalar Skype e Zoom em todos os computadores. Os que não tinha site nem loja online tiveram de os criar de uma semana para a outra. E tudo o que estava previsto ser feito, para acontecer, teve de ser feito de outra forma.  Estou plenamente convencido que as coisas não vão voltar a ser iguais ao que eram. E isso serve para todos: marcas, empresas, pessoas”, destaca.

Quanto ao impacto na publicidade é ainda cedo, diz, dando, porém, como certa uma queda dos investimentos. “Tudo indica que entraremos novamente num processo de recessão, e, segundo algumas previsões, pior do que aqueles que vivemos em 2008 e 2011. Vamos ter quebras grandes no consumo e isso terá sempre um impacto grande nos investimentos em comunicação”, sustenta.

Foi precisamente em 2008 que a Happy Brands nasceu.  Esta é mais uma crise e o CEO acredita que algo de bom sairá: “Não faço parte do grupo que defende a teoria de que tudo isto era necessário para nos fazer pensar/parar, mas acredito que, mesmo no pior dos cenários, há sempre um lado positivo”. Mas, “como acontece sempre nestes momentos de turbulência, uns irão desaparecer, outros que nem imaginávamos vão aparecer e, claro, há aqueles que conseguirão superar esta fase e que irão manter... “.

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