Marketing

Porquê dizer Cheese (Me)? O Sérgio responde

A Cheese Me começou 2020 com um rebranding. O que o motivou? “A história”, responde o fundador, Sérgio Meireis. Mas esta não é a única novidade. Se, até então, o trabalho da agência dedicada ao marketing de influência incidia, exclusivamente, sobre o Instagram, agora, inclui também o Tik Tok, trabalhando com 1100 criadores de conteúdos e com mais de 200 marcas.

terça-feira, 07 julho 2020 13:21
Porquê dizer Cheese (Me)? O Sérgio responde

 

Foi a possibilidade de ligar perfis de criadores de conteúdo – com a capacidade de influenciar – a marcas que procuravam um novo canal para comunicarem os seus produtos e serviços que motivou a criação da Cheese Me, em 2016. Sérgio Meireis apresenta-a como a primeira agência dedicada a marketing de influência em Instagram, focada, exclusivamente, na criação de conteúdo e em estratégia digital para esta rede social. Ao longo destes quatro anos, trabalharam com mais de duas centenas de marcas, ultrapassaram as 500 campanhas de marketing de influência, somando 35 mil conteúdos criados.

A agência faz a ponte entre os influenciadores e as marcas de duas formas. Uma delas é um processo de 360º, em que é feita uma gestão end to and da campanha – que integra o levantamento estratégico, a definição da história, os objetivos e moodboard, até ao reporting, estatística, clipping e pagamentos. A outra passa por responder a um briefing “mais definido” das marcas, que podem, até, já ter criadores de conteúdos em mente. Nestes casos, a agência pode concordar ou não com a escolha. “Acima de tudo, temos uma obrigação, hoje, da experiência acumulada, que é: podemos intervir e dizer 'sabemos que isto funciona bem’, ou ‘isto não funciona tão bem', tanto ao nível de estratégia de criação de conteúdo, como do ponto de vista dos influenciadores que estão a ser utilizados”, esclarece.

Com a adição do Tik Tok ao seu raio de ação, este ano, a Cheese Me tem criadores “muito mais jovens”, que representam novos desafios. “São criadores ainda em bruto, que estão a começar este caminho. Portanto, temos um lado também mais educacional com os tik tokers”, conta, acrescentando, aliás, que estes e os intagramers são “totalmente diferentes”. Não só pelo formato das publicações – vídeo versus fotografia – mas também por uma questão de identidade.

Atualmente, a agência trabalha com mil criadores de conteúdos para Instagram e 100 para Tik Tok, sendo que, no primeiro caso, reconhece a existência de um padrão e de categorias nas quais estes se podem integrar – como viagens, beleza e gastronomia –, o que não acontece na outra rede social. “No Tik Tok, é muito mais difícil encontrarmos homogeneidade. Trabalhamos com 100, mas, mesmo quando chegarmos aos mil – e tenho alguma segurança nestas palavras –, não será a mesma realidade do Instagram, devido ao processo criativo em vídeo e também porque é uma rede social mais nova e os jovens são mais irreverentes e criativos, não há homogeneidade de perfis”, defende.

Além disso, as características do Tik Tok permitem às marcas trabalhar de outra forma, e a sugestão é sempre a mesma: seguir os “challenges da moda” que estão a decorrer nesta rede social e a agência faz o alinhamento final. “Vamos ter jovens a comunicar – se calhar, um conjunto de pessoas entre os 16 e os 23 – todos completamente alinhados com o target daquele produto, com um brief criativo e até ajustado a cada um, e a campanha, no fim, fica super criativa e super homogénea, porque obedecemos a um challenge que todos estão a cumprir”. As marcas “acabam por tirar partido de um processo bastante organizado para comunicar”.

Contudo, nem todas as marcas têm a mesma abertura para se lançarem em novas plataformas e redes sociais – tal como os consumidores –, podendo adotar dois posicionamentos distintos: “Temos marcas que querem ser, claramente, early adopters e temos outras que vão ser late adopters ou não vão ser, sequer, adopters”. Sérgio Meireis ressalva que há marcas “muito boas” a encontrar oportunidades e, inclusive, que pretendem estar nas duas redes, em simultâneo, conseguindo, “de uma forma just in time”, articular estratégias e criar orçamentos para que a Cheese Me possa aproveitar estas tendências. “Nós, como agência, temos de ter uma visão a longo prazo, saber onde nos queremos posicionar, sermos parceiros das nossas marcas, dos criadores, mas também olhar ao mercado, às oportunidades. E hoje, há uma oportunidade de criar conteúdo vídeo, em Tik Tok, de uma forma extremamente mais interessante e competitiva, do que aconteceu, durante muito tempo, com o YouTube, e as marcas estão a aproveitar isso”, afirma.

Se, inicialmente, era fácil identificar o setor que mais procurava a Cheese Me – cosmética – hoje em dia, a realidade é outra e existe um equilíbrio de áreas. “Quatro anos depois, todas procuram”, destaca, enunciando vários exemplos, como bebidas, cultura, livros, postos de abastecimento, desporto, moda, lifestyle e viagens. Este é também um espelho da atualidade e da necessidade de estarem prontos para criar conteúdos para qualquer marca, sendo que trabalham, atualmente, com 222.

Do lado dos influenciadores, todos estão categorizados em nano, micro e macro. Os primeiros – “mais pequenos” – são dedicados a conversão, enquanto os restantes estão tipicamente alocados a situações em que as marcas pretendem fazer awareness. A agência trabalha – tanto no modelo de proposta, como no de agenciamento – com nano e micro, sobretudo, pela genuinidade e autenticidade espectável, enquanto as colaborações com macro acontecem apenas on call, “porque a estratégia assim o exige”.

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