Marketing

Este é o momento de reforçar a relevância. É a visão do Tiago para o Continente

“Este é um momento importante para as marcas, de reafirmarem o seu papel e o seu real propósito, de demonstrarem a sua responsabilidade social, reforçando a sua relevância, através de uma atuação baseada na transparência, na partilha de valores e no foco do que é efetivamente importante em cada altura.” As palavras são do diretor de Marketing da Sonae MC, Tiago Simões, a propósito dos desafios colocados pela pandemia de Covid-19.

terça-feira, 21 julho 2020 12:55
Este é o momento de reforçar a relevância. É a visão do Tiago para o Continente

 

Considera mesmo que “uma parte considerável dos consumidores reconhece e dá preferência a marcas que demonstram preocupações e agem nesta vertente”. E, embora admita que, na fase que o país atravessa, o apoio social ganhou uma relevância adicional, realça que há outras causas, como a da sustentabilidade ambiental, que não perderam importância, continuando a ser prioritárias para o Continente.

O atual contexto exigiu adaptação: “Tal como as pessoas, também as marcas passam por processos de reinvenção em situações de crise ou de emergência nacional, como esta que estamos a viver. É importante continuarmos a comunicar com o público e a marcar presença na vida dos nossos clientes, onde quer que eles se encontrem, nomeadamente, quando estão em isolamento social, quando continuam a trabalhar ou quando começam a retomar a vida normal”, afirma.

Concretiza que, desde a chegada do novo coronavírus a Portugal, a Missão Continente já respondeu a vários pedidos de apoio, distribuindo milhares de bens alimentares, de higiene e de equipamentos de proteção individual por dezenas de entidades, em que se incluem hospitais, autarquias e instituições de solidariedade de todo o país, “com o objetivo de ajudar não só os mais vulneráveis e em situação de doença, mas também profissionais de saúde e forças de segurança que continuam na linha da frente” (ver caixa). Isto sem prejuízo – afirma – das habituais doações diárias de excedentes das lojas a mais de 1.000 instituições de solidariedade social e de apoio a animais.

“Em termos de negócio, a Sonae MC continua empenhada em disponibilizar os melhores produtos, com o melhor preço, aos nossos clientes. Agora com todas as questões de segurança exigidas para proteger colaboradores e clientes, mas continuamos empenhados em manter a atividade com a máxima normalidade como até aqui”, nota. E concretiza com as medidas implementadas nas lojas, a nível do distanciamento e da higienização, mas também da prioridade àqueles que estão na “linha da frente”, como os profissionais de saúde ou outros prestadores de cuidados, e aos mais frágeis, como os idosos ou imunodeprimidos.

E daqui em diante? O diretor de Marketing responde que o Continente está preparado para “estar ao lado das famílias portuguesas depois desta fase”, que “pode trazer alguns desafios económicos e sociais”. Foi com este foco que, a 10 de junho, lançou a campanha “O que seria de Portugal, sem a Produção Nacional?”. Uma pergunta que explica assim: “A nova campanha do Continente tem um objetivo claro – mostrar a relação recíproca que temos há muitos anos com a produção nacional e que, neste momento particular, se estreitou ainda mais”. Com o mesmo objetivo, para ajudar no escoamento de produtos nesta fase de emergência, integrou, em duas semanas, 40 novos membros – produtores e associações de produtores – no Clube de Produtores Continente (CPC) e comprou mais cinco milhões de euros em bens agroalimentares no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2019. Assim, entre janeiro e março, adquiriu mais de 71,3 milhões de euros em produtos nacionais a estes membros do clube. Além disso, foi criado um programa de pagamento antecipado para melhoria das condições de tesouraria dos produtores que já fazem parte do clube. Tiago Simões ressalva que esta ligação à produção nacional é muito mais que dados de compras: “O Continente é uma marca portuguesa, há mais de 35 anos ao lado das famílias portuguesas, mas igualmente dos seus fornecedores – dos seus parceiros. Temos desenvolvido relações muito estreitas com a produção nacional e o CPC é um ótimo exemplo disso. E é um exemplo que não surgiu agora, surgiu há mais de 20 anos, quando ninguém poderia prever a pandemia ou acontecimento semelhante.”

Esta campanha coincide com o aniversário do #BomParaPortugal. “Prometíamos ‘Tudo o que Portugal nos dá, nós damos de volta’, e assim mantemos a promessa. A 10 de junho de 2019 agradecíamos a confiança que os consumidores depositam em nós e assumimos o compromisso de continuar a alimentar essa ligação. Um ano depois, vemos uma evolução do #BomParaPortugal para uma campanha que destaca as coisas boas que o país nos oferece e como isso se tornou sinónimo de uma relação recíproca. Se é bom para quem produz e para quem compra, é bom para Portugal”, enfatiza.

E os consumidores, será que recompensam as marcas que disseram “presente” neste momento da vida do País? A visão de Tiago Simões é positiva: “Neste ano, que está a ser inédito para todos, acreditamos que a nossa relação com o consumidor sairá ainda mais reforçada, mais resistente e confiante no futuro.”

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