Marketing

A Mercadona acredita em partilhar o que recebe da sociedade. O André explica

Um novo significado ao propósito. Esta é uma das consequências para as marcas do momento que o País atravessa, na perspetiva do diretor de Comunicação da Mercadona em Portugal, André Silva. Partilhar com a sociedade o que dela recebe é, diz, a filosofia do retalhista.

quinta-feira, 23 julho 2020 13:05
A Mercadona acredita em partilhar o que recebe da sociedade. O André explica

 

No seu entender, uma marca tem de “criar relações com os consumidores”, relações essas que, diz, são em tudo semelhantes às que as pessoas estabelecem entre si: “Só nos relacionamos com alguém se nos revirmos na sua personalidade, ideais, valores. Com as marcas acontece o mesmo, os consumidores querem ver o que as marcas estão a fazer nestes momentos e criar um maior envolvimento com as que mais se identificam”.

Esta crise – acrescenta – “trouxe uma onda global de solidariedade e os consumidores esperam que as marcas atuem no sentido de minimizar os impactos que está a causar. Ao mesmo tempo estão atentos ao que lhes é transmitido, de forma a perceberem se existe coerência entre o que uma marca diz que faz e o que realmente faz, atuando em conformidade com o seu propósito.”.

E, nesse sentido, acredita que o consumidor “valoriza marcas que são verdadeiras, que fazem o que dizem fazer, que cumprem as suas promessas e que assumem as suas próprias causas de forma permanente e que são relevantes para as pessoas”. “Esta pandemia criou uma vulnerabilidade nos consumidores, gerando um sentimento que nos une a todos”, comenta, sustentando que o “setor dadistribuição e todos os seus trabalhadores, entre outros setores, assumiram o estatuto de ‘heróis’, que nunca pararam, em prol do objetivo de que nada faltasse na casa e na mesa dos portugueses”.


Há, afirma André Silva, que “dizer ‘presente’ neste momento e continuar a dizê-lo mais vezes de forma constante”. E reforça a ideia: “As marcas têm de dizer ‘presente’ e os consumidores querem sentir essa ‘presença’. Por este motivo, surge a importância de uma marca dar a conhecer os seus esforços, sejam eles a adoção de medidas para garantir a saúde e segurança dos seus clientes e colaboradores sejam as ações de responsabilidade social. Ainda que seja necessário um esforço adicional em situações de crise como esta.” A Mercadona, diz, tem atuado “firmemente” no apoio a famílias carenciadas através da doação de bens essenciais. Uma atitude que – sublinha – “está no ADN da marca e que a empresa faz de forma constante”: “Com esta situação estamos a reforçar o que temos vindo a fazer neste âmbito, pois surgem mais pedidos de ajuda e necessidades especificas. Empenhada no seu compromisso de ‘Partilhar com a sociedade parte do que dela recebemos’, a Mercadona, que chegou ao país recentemente, quer contribuir dentro do possível para minimizar os impactos desta crise na sociedade portuguesa”.

O resultado desta intervenção traduz-se na doação de mais de 270 mil quilos de bens alimentares, entre janeiro e maio, às entidades com as quais colabora, nos distritos do Porto, Braga e Aveiro.  Ao mesmo tempo, reforçou as entregas às dez cantinas sociais de proximidade com as quais colabora diretamente a partir das suas dez lojas. Esta é uma colaboração diária, de segunda a sexta-feira, que consiste na entrega de bens, alimentares e não alimentares, todos “em ótimas condições de consumo”.

Desde o início do surto de Covid-19 que a Mercadona tem mantido contacto regular com as entidades abrangidas pelo seu plano de responsabilidade social, reforçando o seu compromisso, nomeadamente com o Banco Alimentar contra a Fome dos três distritos em que está presente, bem como com a Cruz Vermelha Portuguesa e com a Cáritas Portuguesa. Estas organizações foram visadas, na semana da Páscoa, pela ação que visou proporcionar-lhes “um momento doce”: juntamente com os profissionais de saúde dos hospitais de S. João e das Forças Armadas, receberam 20 mil quilos de chocolates. Esta última unidade de saúde foi ainda visada pela oferta de 545 unidades de cremes hidratantes, uma oferta justificada com a necessidade de suavizar a pele desgastada pela utilização prolongada dos equipamentos de proteção individuais.

Em abril, a empresa associou-se aos seis centros de atendimento temporário do norte do país, criados para acolher utentes das estruturas residenciais para pessoas idosas com casos de infeção: num primeiro momento, foram doados mais de 11.500 quilos de bens de primeira necessidade, mas a Mercadona comprometeu-se a continuar as doações durante todo o tempo em que se mantiverem em funcionamento. Foram ainda reforçadas as doações a entidades de proximidade, em particular ao refeitório social da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto e à Associação Novo Futuro, em Vila de Gaia, que acolhe crianças em risco.

“Na Mercadona continuamos empenhados no compromisso de ajudar a sociedade através das doações de bens essenciais. Os pedidos de ajuda continuam a crescer e, mesmo apesar de só termos dez lojas, fazemos questão de conhecer de perto e in loco as necessidades de cada instituição e dar resposta a necessidades especificas que nos chegam todos os dias através de diversas instituições. Vamos continuar a trabalhar para tratar de, na medida que for possível, minimizar o impacto que esta crise está a ter na vida dos portugueses”, assegura o diretor de Comunicação em Portugal, André Silva.

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