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O propósito da Vodafone? Usar a tecnologia pela positiva

A intervenção na comunidade “é parte integrante do propósito da Vodafone”. Quem o diz é a responsável pela área de Sustentabilidade e Fundação Vodafone Portugal, Ana Mesquita Veríssimo, salientando, porém, que é em alturas como a atual que o papel das empresas se torna ainda mais revelante, especialmente na resposta que podem dar ao nível da igualdade de oportunidades, do suporte à economia e do impacto social.

segunda-feira, 10 agosto 2020 12:28
O propósito da Vodafone? Usar a tecnologia pela positiva

 

Clientes, colaboradores e comunidade. Estes foram os três eixos de intervenção da Vodafone ainda antes de ter sido decretado o Estado de Emergência, em função da pandemia. Nessa primeira quinzena de março, foi implementado um modelo de teletrabalho, ao mesmo que houve a preocupação de garantir a integridade e a continuidade da rede e dos serviços, “assegurando um bom funcionamento das comunicações”.

Ana Mesquita Veríssimo destaca o “alinhamento completo entre o negócio e as respostas sociais que têm vindo a ser implementadas para apoio à comunidade”. “Desde sempre que os princípios que nos orientam no apoio à comunidade passam pela disponibilização da nossa tecnologia ao serviço da sociedade, inovando e adaptando a tecnologia para melhorar a vida das pessoas”, afirma, acrescentando que a empresa acolheu os vários pedidos que lhe chegaram e que, em conjunto com as várias instituições, foi desenvolvendo soluções tecnológicas para dar resposta a essas necessidades.

Um dos ângulos da intervenção envolveu a colaboração com outros operadores, bem como com o governo. Ana Mesquita Veríssimo enquadra este posicionamento, afirmando que “em tempos de crise como a atual e, considerando que as Tecnologias de Informação e Comunicação são cruciais a todos os setores, nomeadamente na prestação de serviços críticos como seja a saúde, faz sentido unir esforços para se reforçar a capacidade do Estado”. E concretiza com o acordo de colaboração assinado com o Gabinete de Resposta Digital e o Ministério da Saúde, através do qual os profissionais de saúde, identificados pela Administração Central do Sistema de Saúde, beneficiam de um plafond extra de dez mil minutos de voz para redes fixas e móveis nacionais, dez mil SMS para redes móveis nacionais, e 10 GB de dados de Internet. Os mesmos 10GB de dados móveis foram oferecidos pela Vodafone e pelos demais operadores a todos os clientes, a par da subscrição dos canais desportivos durante a vigência da suspensão da maioria das competições desportivas por eles transmitidas.

A fundação apoiou igualmente instituições impactadas pela pandemia, apoio esse que assumiu diversas formas. Por um lado, o reforço da capacidade de rede, nomeadamente junto a hospitais e forças de segurança, mas também de unidades hoteleiras que acolhem profissionais de saúde. Por outro lado, a doação de equipamentos de saúde, em concreto dois ecógrafos destinados às unidades de cuidados intensivos dos hospitais D. Estefânia e S. José, e a doação de 200 câmaras de vigilância a dez hospitais, permitindo aos profissionais de saúde, de forma remota e contínua, monitorizar o estado dos pacientes infetados com Covid-19. E ainda a disponibilização de uma linha de apoio às vítimas de violência doméstica, bem como a associação ao movimento Portugal #EntraEmCena, uma colaboração inédita entre artistas, marcas, empresas públicas e privadas num esforço colaborativo de salvaguardar a cultura e os seus intervenientes, nesta altura crítica para o setor. Em linha com esta intervenção, aderiu à campanha promovida pela SIC e pela Federação Portuguesa de Futebol para angariação de fundos visando a compra de equipamento hospitalar e de proteção individual para hospitais e IPSS. Finalmente, Ana Mesquita Veríssimo destaca o lançamento da aplicação para telemóvel DreamLab, que usa o poder de computação coletivo dos smartphones para acelerar investigações na área da saúde.

A responsável de Sustentabilidade e Fundação Vodafone Portugal chama a atenção para o propósito da empresa: a ambição de, através da tecnologia e da conectividade, moldar o futuro de uma maneira positiva. “Estamos comprometidos em construir uma sociedade digital que não deixa ninguém para trás e protege nosso planeta. Uma sociedade digital em que a tecnologia melhora a vida das pessoas. Promove a inclusão de todos, independentemente de género, orientação sexual ou idade. Sem impactar negativamente o nosso planeta”, começa por declarar. E logo acrescenta: “Para alcançarmos esta ambição, temos um plano ambicioso em curso, que conta com o contributo de todas as pessoas, independentemente da área onde trabalham. Diria que hoje, com a crise que estamos a viver, é ainda mais premente o papel que as empresas têm de assumir na recuperação da economia, apoiando as pessoas mais vulneráveis e contribuindo para salvar vidas. As empresas como a Vodafone, atendendo à sua dimensão, têm um grande impacto na sociedade como criadoras de emprego, riqueza e desenvolvimento económico e social”.

E, neste quadro, afirma-se convicta de que, mais do que valorizar marcas que apoiam causas, “os consumidores hoje não tomam decisões apenas com base no bem que estão a comprar, avaliam também o que uma marca diz, o que faz, o que significa”. Daí que entenda que um dos grandes desafios para as marcas é conseguirem criar um relacionamento duradouro com os clientes, baseado em objetivos comuns, onde sintam que as marcas apoiam genuinamente causas em que todos acreditam e que têm “um propósito bem maior do que apenas ganhar dinheiro”.

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