Marketing

Sem propósito, não há marcas. O Ricardo e a dreamMedia é que sabem

“Se não houver propósito, não há marcas”. A certeza é do CEO da dreamMedia, Ricardo Bastos, a pretexto da intervenção das empresas em tempo de crise sanitária e social. Concede que “haver até há, mas serão marcas ‘pouco marcantes’”.

segunda-feira, 17 agosto 2020 11:58
Sem propósito, não há marcas. O Ricardo e a dreamMedia é que sabem

 

“Esta pandemia serviu também para nos mostrar isso. Os consumidores são cada vez mais atentos e exigentes. Não basta transmitir segurança, há que criar proximidade e ligação. Não é por acaso que as campanhas são cada vez mais afetivas, irreverentes e criativas. E quando as marcas são ocas no que toca a sentido, rapidamente são substituídas ou esquecidas”, justifica.
Acredita, pois, que os consumidores valorizam “cada vez mais” as marcas que assumem causas, mesmo quando operam no setor B2B, como a sua, vocacionada para a publicidade exterior: “Somos vistos por todos”, resume. E faz notar: “Repare que somos um meio que ocupa a via pública e com o qual o público em geral se cruza. Uma das características únicas do OOH é o facto de não poder ser ‘bloqueado’, quem passa pelos nossos suportes não nos consegue ‘ignorar’”.
Foi por ter “esta consciência” de que ocupa “um espaço que é de todos” que a empresa de Vila Nova de Gaia sentiu que tem de “retribuir”, criando “soluções de verdadeira utilidade pública”, independentemente do momento. Ricardo Bastos elenca algumas dessas soluções: suportes que oferecem mais-valias aos cidadãos, com free wifi, bancos de jardim, dispensadores de água, parques para bicicleta. E inclui nessa intervenção as campanhas que montam, assentes na responsabilidade social, afirmando que nunca vira costas a campanhas sociais, para os bombeiros voluntários, para associações humanitárias, para IPSS, de promoção de cultura, de promoção gastronómica... “Faz parte da nossa missão enquanto empresa”, enfatiza.
Daí o envolvimento do esforço social de resposta à pandemia de Covid-19. “Arrisco a dizer que, na dreamMedia’, sentimos necessidade de intervir ainda nem sabíamos bem a dimensão que o vírus iria tomar. Aliás, fomos a primeira empresa de publicidade exterior a lançar uma campanha de sensibilização, de forma totalmente autónoma, em meados de março, antes de o estado de emergência ser decretado”, recorda. E porquê? Porque – responde – é uma empresa com “uma ferramenta muito poderosa em mão”: a comunicação. “Enquanto mass media, este ‘poder’ torna-se ‘obrigação’. Obrigação moral, social e de cidadania”, sustenta. Retoma a primeira campanha lançada para afirmar que, com ela, a dreamMedia assumiu o papel de agente de saúde pública, passando duas mensagens distintas: uma com as medidas de proteção e de etiqueta respiratória e outra que apelava ao recolhimento social. Na mesma linha, e porque mantém “boas relações institucionais” com os municípios onde tem suportes instalados, a empresa sentiu que poderia ter também um poder fundamental na ação local. Assim, disponibilizou suportes – entre outdoors e meios móveis – para que pudessem sensibilizar os seus munícipes.
A situação evoluiu, entretanto, mas a intervenção não cessou: “No meio de uma nuvem tão negra e em clima de indecisão face ao futuro, a dreamMedia optou por criar uma ‘onda de positividade’”, partilha Ricardo Bastos, adiantando que foi essa a ideia subjacente ao movimento #VamosTodosAbraçarPortugal. Que justifica assim: “Somos um país de afetos, de saudade e de toque. Nada mais genuíno que um abraço. E todos sabemos a falta que eles nos fizeram nesta altura! E houve muito abraços dados nesta altura, mas não na sua forma física”.
Este movimento norteou-se por dois propósitos: primeiro, celebrar todas as marcas que, de alguma forma, permaneceram do lado dos portugueses durante a pandemia, sendo por donativos, ações de sensibilização, adaptação do negócio ou por, simplesmente, se manterem ativas porque o país e os seus serviços não podiam parar; segundo, salientar que, para que o país não estagne e para que os efeitos da crise não sejam ainda mais fortes, é necessário agir e reativar a economia. “Óbvio que uma das formas de nos mantermos ativos é continuando a comunicar. Não seria muito estranho um dia sairmos à rua e percebermos que todas as marcas deixaram de comunicar?”, questiona.
E remata: “Embora afastados, por força das circunstâncias, estamos hoje mais unidos do que nunca, e isso deve-se, em grande parte, às empresas e entidades que, durante este período particularmente difícil, conseguiram reinventar-se e adaptar a sua atividade aos constrangimentos gerados pela Covid-19. É por isso mesmo que essas empresas e instituições, sejam elas autarquias, grandes empresas, negócios locais, ou outros, merecem ser reconhecidas e as iniciativas e medidas que desenvolveram têm de ser dadas a conhecer”. É algo inspirador que merece um país inteiro a agradecer.”   

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

bt nl

À Escolha do Consumidor

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing

Melhores Briefing