Marketing

Chama o Oscar. E aparece o João

João Marques precisou de trocar um esquentador quando mudou de casa. Estavam lançadas as bases para o OSCAR, a plataforma que fundou cujo primeiro serviço foi substituir… esse mesmo esquentador. O objetivo foi claro desde o início: oferecer um serviço de reparações “imediato, eficiente e o mais transparente possível para o cliente”, revela.

quinta-feira, 08 outubro 2020 13:25
Chama o Oscar. E aparece o João

 

Assim, através da app é possível “requisitar um técnico especializado em reparações com a mesma facilidade com que se chama um Uber”. Mas que técnico? “Não queríamos que os nossos clientes tivessem o trabalho de escolher qual o melhor técnico para resolver o seu problema. Seja um carpinteiro, canalizador, eletricista, jardineiro ou faz-tudo. Tudo o que precisam de saber é que o OSCAR resolve”, diz, explicando que quem decide qual o OSCAR que será chamado para uma intervenção são vários algoritmos inteligentes da aplicação, que têm em conta fatores como a distancia a classificação e a experiência do prestador de serviços.

A conveniência é, pois, um fator importante para o serviço, mas a diferenciação está na “disponibilidade e na transparência”, assegura, garantindo que, “em média, um técnico demora 30 minutos a chegar a casa do cliente e não há surpresas no preço”. O “profissionalismo e confiança” é, aliás, a mensagem mais crucial na comunicação da marca. “Grande parte das vezes, quando um cliente faz um pedido na nossa app é porque surgiu um imprevisto durante o dia que precisa de ser rapidamente resolvido. Para o utilizador esta questão pode ser resolvida em dois minutos, porque mesmo que o técnico demore duas horas a realizar o serviço, o cliente já sabe quanto vai pagar e que o problema vai ficar resolvido”, comenta.

“Esforçamo-nos muito para que todos os serviços corram na perfeição. Desta forma não temos de nos preocupar muito com a aquisição de cliente, que acaba por ser orgânica”, adianta. A marca, nota, é 100% digital, mas em termos de comunicação, além de apostar nas redes sociais, utiliza muitos canais offline, como a distribuição de flyers. E reconhece a importância da recomendação neste tipo de serviços, a partir da qual surge a maior parte dos clientes.

Desde o lançamento, em janeiro, a app está a crescer “muito rápido” e a realizar “muitos serviços todos os dias em Lisboa”, garante o CEO. E a Covid-19 apresentou-se como uma oportunidade. “Custa dizer isto, mas a verdade é que a pandemia nos ajudou bastante”, afirma, revelando que a procura do OSCAR aumentou “bastante” desde o início do surto em Portugal. “O fator mais importante é o de as pessoas passarem mais tempo em casa e darem mais valor a este tipo de conforto”, constata. Além disso, a app conseguiu “recrutar muitos técnicos que ficaram sem trabalho nessa altura” e aproveitou para adicionar serviços de desinfeção ao seu portefólio, um dos vários que vai adicionando todas as semanas. “Quando um cliente não encontra um serviço na app, faz um pedido personalizado que é contabilizado à hora. A partir de um certo número de pedidos deste tipo, a plataforma adiciona automaticamente os serviços mais comuns com um preço e duração fixa”, explica.

Ainda este ano, a par de aumentar a equipa, o OSCAR deverá chegar a mais cidades, com o Porto já em fase de testes. “Nas grandes cidades é ainda mais difícil contratar um técnico do que em sítios mais pequenos onde o amigo e o vizinho acabam por resolver este tipo de problemas”, sustenta. A mira está, porém, mais acima: “o nosso grande objetivo é o reconhecimento internacional. Queremos que as pessoas chamem um OSCAR para resolver qualquer problema em qualquer parte do mundo”. O primeiro passo já está dado: o nome “funciona bem em todas as línguas.

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