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Há um Terroir com janela para a rua. Que #ProvamosEAprovamos

Um restaurante com janela não é nada de mais. Mas, quando essa janela é um balcão para a rua, o cenário (ou melhor, o conceito) muda de figura. E é assim no Terroir, aberto em pleno verão na baixa lisboeta. O nome remete para vinho e não é por acaso. Mas, já lá vamos. Para já, dizemos apenas que #provamoseaprovamos.

sexta-feira, 08 janeiro 2021 12:43
Há um Terroir com janela para a rua. Que #ProvamosEAprovamos

O 186 da Rua dos Fanqueiros é o território do casal Inês Santos e Erik Ibrahim. Estudaram ambos na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, com o final do curso a levá-los para um ano na China numa “ótica de diferenciação”. Conta Erick – enquanto bebemos o cocktail Touriga, com base de gin e vinho tinto da casta que lhe dá o nome – que, não obstante a experiência enriquecedora, as saudades eram muitas, o que os fez voltar. Mas Portugal vivia os anos da troika e a hotelaria não estava no auge, pelo que outros foram os caminhos que seguiram profissionalmente. Porém, “ficou sempre o bichinho”.  E as viagens que foram fazendo no entretanto fizeram-nos identificar uma lacuna na restauração lisboeta. Inspirados num restaurante que os marcou em Franca – baseado no conceito de vinho a copo e comida ao balcão – deram forma ao Terroir.

O que pretendiam primeiro era que fosse um espaço apenas com um balcão onde se comesse de pé, mas acabaram por ajustar o conceito, para corresponder ao gosto convivival dos portugueses. Acrescentaram mesas, mas o balcão é que domina. Com a possibilidade de trocar dois dedos de conversa com a equipa, ali servem-se tapas mas com um toque de cozinha de autor. O toque, esse, é do chef José Lopes. Natural de Lisboa, foi no Algarve que começou a carreira, até que regressou à sua cidade, para trabalhar com chefs como Joachim Koerper e Rui Paula. Nos últimos anos, foi chef executivo do Pão à Mesa, o que, mais tarde, conciliou com uma colaboração no Clube Lisboeta. Para o Terroir pensou numa espécie de street food de autor, com pequenas degustações e pairings vínicos.

O próprio balcão convida a um copo de vinho, ou não fosse em forma de meia garrafa. Dali avista-se a cozinha e assiste-se à azáfama da equipa na preparação dos pratos. A carta vai rodando em função da sazonalidade dos produtos, sendo possível construir uma refeição à medida. Contudo, há sempre dois menus de degustação: um de nove momentos e outro de seis. Em ambos, têm lugar alguns pratos que já se estão a tornar clássicos do Terroir, como a “Batata-doce, leguminosas e aroma de trufa” ou a “Bola de Berlim de Bacalhau”.

Há um Terroir com janela para a rua. Que #ProvamosEAprovamos

O ADN do Terroir está igualmente visível no ambiente. Logo ao entrar, salta à vista  o espelho que ocupa integralmente a parede do lado direito e que é muito mais do que um espelho: uma obra do artista Martinho Pita, que, num trabalho de corte e costura, criou uma alusão à vinha, que se estende pelo teto. E do teto pende um candeeiro-nuvem, desenhado por Miguel Arruda. Também não se fica indiferente aos “bichos” criados por Danielqa Rodrigues, numa alusão à filoxera que assolou as vinhas na Europa do século XIX.

 

Voltemos à janela. Ali se pode tomar um aperitivo enquanto se espera por lugar sentado, mas também se pode uma tapa para comer em andamento. Diz Erick Ibrahim que tem funcionado bem. No entretanto, foi criado um brunch vínico, para o fim de semana, mas há mais ideias a fervilhar. Sempre com vinho, claro.

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