Marketing

Sempre na McDonald’s. Assim está (e estará) o Jorge

Chegou aos Estados Unidos há dois anos, para assumir a operação da McDonald’s em três Estados, que, entretanto, já multiplicou, acumulando a responsabilidade por 850 restaurantes. É de escala, precisamente, uma das maiores diferenças que Jorge Ferraz aponta em relação ao mercado português, de que era diretor-geral quando surgiu o convite. Mas a carreira na marca começou muito antes – em 1991. Não é de admirar, pois, que não imagine o percurso profissional fora da empresa. Seja em Portugal, nos EUA, ou noutro mercado.

segunda-feira, 11 janeiro 2021 13:06
Sempre na McDonald’s. Assim está (e estará) o Jorge

 

 

 

Briefing | Começou a trabalhar num McDonald’s, em 1991. Alguma vez imaginou que, 29 anos depois, ainda estaria na empresa, mas noutro continente?

Jorge Ferraz | Comecei o meu percurso num restaurante McDonald’s em 1991. Passei pela função de gerente e, depois, as oportunidades foram surgindo ao longo do meu percurso, as quais fui sempre abraçando como sinónimo de crescimento e evolução. Ainda em Portugal, fui convidado a integrar o Departamento de Formação da McDonald’s Portugal, em 2001, e, em 2006, assumi as funções de diretor de Operações, que acumulei com a Direção de Desenvolvimento, a partir de 2012. Em 2014, assumi o cargo de diretor-geral da McDonald’s Portugal. Era diretor-geral de Portugal, em 2018, quando surgiu o convite para abraçar este desafio nos Estados Unidos e foi com muito gosto que aceitei ficar responsável pelas operações de mais de 700 restaurantes, nos Estados de Nova Iorque, Nova Jérsia e Pensilvânia, na McDonald’s EUA. Hoje, passados dois anos, continuo a liderar as operações dos restaurantes no Estado de Nova Iorque e acrescentei às minhas responsabilidades os restaurantes dos Estados de Massachusetts, Connecticut, Rhode Island, Vermont, New Hampshire e Maine, o que se traduz em mais de 850 restaurantes a meu cargo.

Na altura, quando recebi o convite, considerei ser um reconhecimento das capacidades portuguesas no universo McDonald’s. Não sou o primeiro caso de um português a ocupar funções noutros mercados da McDonald’s. Temos já vários casos de sucesso de talentos portugueses valorizados a nível global, o que nos deixa bastante orgulhosos.

 

A título pessoal, o que significa uma carreira internacional?

Quando surgiu o convite eu era diretor-geral de Portugal há cerca de quatro anos. Confesso que me sentia muito bem em Portugal, mas o estímulo de trabalhar fora do país era algo que me aliciava bastante, também. Por outro lado, a McDonald’s Estados Unidos é um dos mercados mais importantes da empresa a nível global. É a casa-mãe e um mercado muito competitivo, bem maior do que o português. Nos EUA, a McDonald’s tem mais de 14.000 restaurantes e serve 25 milhões de consumidores por dia.

 

A carreira internacional era algo que procurava ou surgiu por acaso?

A promoção para cargos internacionais na McDonald’s é uma realidade e acontece sempre que mercados de sucesso têm bons exemplos e talento para partilhar, para que outros possam beneficiar dessa experiência, sem haver um modelo predeterminado. E a McDonald’s Portugal tem excelentes exemplos para partilhar.

Em Portugal, fazemos coisas notáveis ao nível da inovação, empreendedorismo e qualidade. A McDonald’s tem uma história de sucesso construída ao longo dos anos, em parceria com os seus franquiados e os seus fornecedores portugueses. Mesmo com meios mais escassos e recursos mais limitados do que noutros países, tem sido um dos países com grande performance na Europa. Temos bons exemplos de gestores portugueses que ocupam funções na McDonald’s Europa e na América. A exportação de talento e partilha de conhecimento é algo de que nos orgulhamos muito.

 

Está a gostar da experiência, tanto a nível profissional como pessoal?

Desde o início abracei o desafio com uma grande determinação e otimismo. E estou extremamente satisfeito com a forma como tudo tem corrido.

Tem sido uma experiência muito gratificante, quer a nível profissional, quer a nível pessoal. Depois de um período normal de conhecimento da realidade do país, do mercado e da empresa, sinto-me perfeitamente adaptado à realidade americana e à cultura da organização nos Estados Unidos. Esta facilidade de adaptação à nova realidade foi, provavelmente, o que mais me surpreendeu nestes primeiros anos. Esperava encontrar mais dificuldades, mas a forma acolhedora como fui recebido tornou tudo mais fácil.  Isto não quer dizer que não me tenha deparado com vários desafios, sobretudo relacionados com a dimensão da empresa, que exigiu uma mudança no estilo de liderança e mindset que tinha em Portugal, mas, também, relacionado com a agressividade concorrencial do mercado americano, que exige uma enorme capacidade de foco e inovação.

 

Estabeleceu um prazo para voltar a Portugal? Ou pondera ir para outros países?

Seja em Portugal, nos Estados Unidos, ou noutro mercado, imagino-me sempre a trabalhar na McDonald’s. Tenho a minha mente totalmente aberta em relação ao meu futuro, na McDonald’s.

A experiência como Managing Director em Portugal trouxe vantagens para o cargo de Operations Officer?

Sim, assim como a função de diretor de Operações, que assumi durante oito anos. Em Portugal, acompanhei a marca durante os seus primeiros 27 anos no país, procurando contribuir para o crescimento sustentado da empresa e para o reforço da posição da McDonald’s como a marca líder e favorita dos portugueses, no setor da restauração de serviço rápido. Ao longo destes anos, tive a oportunidade de aprender com as minhas chefias diretas e com todas as minhas equipas, que me ajudaram a crescer como profissional e a, progressivamente, assumir cargos de maior responsabilidade. Hoje, o meu desafio, em conjunto com a minha atual equipa, é continuar este trabalho de tornar a McDonald’s uma marca cada vez mais relevante, para os consumidores, todos os dias.

 

E ser português acresce algo ao desempenho ou é irrelevante? Acredita que há caraterísticas intrinsecamente portuguesas?

Portugal foi distinguido nos últimos anos, e por diversas vezes, como um dos países com melhores resultados a nível europeu. Esta performance assenta em bases sólidas e que traduzem algumas das características que simbolizam o que de melhor se faz em Portugal: ao nível da inovação, empreendedorismo e qualidade.

Por exemplo, a McDonald’s Portugal tem uma forte capacidade de inovação: fomos o primeiro país do mundo a vender sopas, o primeiro país europeu a servir café expresso em todos os restaurantes, um dos mercados pioneiros na inovação tecnológica com a via verde ou os quiosques para realizar os pedidos.

A imagem de Portugal também se faz através do crescimento profissional de portugueses dentro do grupo. A equipa da McDonald’s Portugal é empreendedora, ousada e empenhada, e estas características são uma mais-valia para o sucesso da marca.

A diferença na operação é essencialmente de escala ou ganham-se outros desafios nos Estados Unidos?

A dimensão é uma das principais diferenças. O mercado dos EUA é um dos mais importantes da McDonald’s no mundo, com mais de 14.000 restaurantes. E depois há o enorme desafio de gerir a diversidade. Em países com culturas diferentes, em momentos de desenvolvimento e recursos distintos, as abordagens para resolver os problemas e para implementar as estratégias são, necessariamente, diferentes.

 

Maior orçamento é sinónimo de mais liberdade ou antes pelo contrário?

O orçamento está em linha com a escala, que é significativamente maior, e isso exige um esforço constante de alinhamento do sistema e das equipas, para garantir a obtenção de bons resultados.

 

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