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#ALENTE DA… Leonor tem foco

“With a great power comes great responsibility”. É assim que Leonor Bettencourt Loureiro pensa, quando está a filmar. Conta que fica “super focada”, mas também que nunca consegue esquecer o facto de estar rodeada de pessoas, até porque – salienta – nada do que faz seria possível sem elas. Usa ainda a palavra “adrenalina”, para descrever esses momentos.

sexta-feira, 19 fevereiro 2021 12:18
#ALENTE DA… Leonor tem foco

 

A realização entrou na sua vida pela porta de casa. Leonor Bettencourt Loureiro cresceu entre o meio artístico e o jornalístico, e – “naturalmente”, diz – as suas brincadeiras, enquanto ainda criança, foram originando registos do que se passava à sua volta: dos brinquedos, dos amigos e das viagens. “Tenho tanta footage da minha adolescência que, um dia, vou ter me debruçar sobre a mesma e fazer um filme”, confidencia.

O seu maior objetivo profissional passa por fazer cinema e moda “pelo mundo fora”, com a vontade de formar “equipas diversificadas que resultem em rodagens com um ambiente inclusivo e seguro, criando safe places”.

A moda é uma das áreas nas quais tem trabalhado e na qual, do ponto de vista de quem está atrás das câmaras, é preciso ter “muita atenção aos pormenores técnicos” e ir além do óbvio. “É fácil ficar pela composição e pela narrativa, portanto, obrigo-me a dar primazia à coleção em si, à textura, ao têxtil, que é, e deve ser sempre, o protagonista”.

E de onde vem a inspiração? “De todo o lado”, diz a realizadora, acrescentando que “that’s the problema”.

No que respeita a planear filmes, os seus métodos de pesquisa não são lineares e variam “de caso para caso”, gosta de começar por folhear os seus livros – que já leu várias vezes – e “extrair algo novo, passando pelo papel, antes de abrir a Internet”. Neste processo, explica que “há também algo de muito especial na meditação e na visualização”.  

Entre filmes publicitários e cinematográficos, se pudesse escolher um para ter sido a própria a realizar, Leonor Bettencourt Loureiro aponta o “John From”, de João Nicolau, produzido por uma das suas produtoras favoritas, O Som e a Fúria.

Considera que o meio da publicidade está “em mudança de paradigma: em adaptação à globalização e à Internet”, e, questionada sobre o que diferencia os realizadores de publicidade dos de cinema, responde que, atualmente, na sua geração, “quase nada”. “Flutuamos entre plataformas sem preconceitos e temos a Internet como uma ferramenta crucial, que, se bem usada, tem muito poder e pode ser muito democrática”, defende. Na sua visão, os profissionais “libertaram-se dos materiais” e as ideias têm, agora, maior peso, valendo mais do que “qualquer câmara ou qualidade de imagem”. Acredita que o futuro será “de igualdade, de sinergias e de apoio entre os pares”.

E prémios? A realizadora tem uma mão cheia deles. Na Academia RTP, venceu a fase piloto e o seu programa, #Hashtag, foi produzido e exibido em 2015. Dois anos mais tarde, o seu filme “GENES” foi distinguido como Melhor Filme de Autor, no Fashion Film Festival (FFF), e em 2018, no mesmo evento, ganhou – em dupla com o art director André Fonseca Carvalho – o prémio de Melhor Filme de Marca, com uma campanha narrada pelo ator Albano Jerónimo para a Latitid. Ainda nesse ano, Leonor Bettencourt Loureiro, juntamente com a Antena 3, foi distinguida com o Prémio da Crítica, no MUVI – Festival Internacional de Música no Cinema, com o filme “Barreiro Rock City – Um Guia Por Nick Suave”.

Mas foi em dezembro de 2019 que recebeu o seu primeiro galardão pessoal e, por isso – e por ser “inesperado” – foi também o que teve mais significado: a distinção como Melhor Realizador(a), no FFF, na categoria de autor, com a curta-metragem de moda “Fleurs du Mal”. “Foi um grande incentivo para continuar o que me faz feliz”, comenta.

À parte destes prémios, já fez parte da seleção oficial do Festival Internacional de Cinema Queer, com a nomeação para melhor curta-metragem portuguesa, com “F<3deu!”, e do Grand Prix, com a curta “Intra Inter Subjective”, no FEST. Para a realizadora, passar por festivais de cinema “é tão bom como ser nomeada”. “É uma honra”, salienta.

 

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