Marketing

O vírus dá ideias à Mosca. Conta o Manuel

No portefólio da Mosca Publicidade em 2020 há lugar para campanhas que o fundador e diretor-geral da agência, Manuel Soares de Oliveira, não hesita em definir como excelentes e um sucesso em termos de comunicação. Foi, reconhece, um ano inesperado, com o vírus a infiltrar-se no tom das campanhas, mas a não impedir que o valor da ideia prevalecesse.

quarta-feira, 10 março 2021 12:53
O vírus dá ideias à Mosca. Conta o Manuel

 O que guiou a criatividade da Mosca em 2020? Não há uma resposta única. O fundador e diretor-geral, Manuel Soares de Oliveira, classifica a criatividade da agência como simultaneamente normal e diferente. E explica. Foi normal, “no sentido em que a Mosca tenta sempre ter propostas criativas, diferenciadoras e com alguma ousadia”. Mas, foi diferente porque o próprio ano foi diferente: “Tivemos de ter em conta um sentimento anormal e que os cuidados com o que se dizia eram redobrados”. Partilha mesmo que “houve muito medo de poder ofender ou parecer insensível num ano de grande sofrimento para tantos portugueses”.

CONTÁGIO

O vírus que tomou o país (e o mundo) de assalto contagiou também a criatividade. E “muito”. Pelos receios de ofender ou de parecer insensível, já identificados por Manuel Soares de Oliveira, mas não só. “O humor passou para segundo plano e utilizou-se muito a comunicação de cariz sentimental”, enquadra, deixando a sua perspetiva de que “a certa altura até se abusou disso e as pessoas reagiram”.

DIGITAL, SIM, MAS TAMBÉM…

Com o primeiro estado de emergência ditado em março, o confinamento entrou no dicionário (e no comportamento). E trouxe novos hábitos de consumo, em geral, e de consumo de media, em particular (logo, de consumo de publicidade). O fundador da Mosca alinha com esta perceção generalizada ao afirmar que “o digital deu um grande salto” e que “as pessoas se habituaram cada vez mais a este canal”. “Em termos de compras, foi um virar de página e muitas pessoas que não utilizavam este canal começaram a estar mais familiarizados com o mesmo”. Mas, o digital não destronou aquele que ainda é o meio em que os anunciantes mais investem: “2020 também foi o ano em que a televisão teve as maiores audiências.”

TOP

Não obstante os condicionalismos impostos pelo vírus, Manuel Soares de Oliveira não tem dúvidas de que “houve boas campanhas em 2020”, identificando alguns anúncios que “fugiram ao sentimentalismo da pandemia e que souberam ser positivos”. Alguns deles estão no portefólio da sua agência: “Também a Mosca criou um dos melhores anúncios de 2020, o anúncio institucional para a Pfizer. Um anúncio que fala do poder da ciência de uma forma muito positiva e com uma linguagem muito apropriada ao momento em que se vive.” Mas há mais: a Mosca – sublinha – “também criou algumas excelentes campanhas” para marcas como Placard.pt, Escola 42, APEL, E Leclerc, Ben-u-Ron. “E continuámos com boas campanhas para a Iniciativa Liberal, um case study de sucesso em termos de comunicação”, remata.

INESPERADO

Inesperado. É este o adjetivo que Manuel Soares de Oliveira escolhe quando convidado a definir a agência e o seu trabalho numa única palavra. Porquê? Porque – diz – a Mosca tem desenvolvido várias campanhas que, com budgets menores, têm conseguido excelentes resultados. Isto é – afiança – “a prova de que o poder da ideia vale muito”. “Temos ajudado marcas desconhecidas a crescerem e marcas consolidadas a ganharem outra vida. Tudo graças à ousadia e à criatividade”, realça o diretor-geral da Mosca, agência que criou fez em dezembro sete anos.

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