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A Galp está a tornar-se num operador integrado. E a Ana explica

De empresa de Oil&Gas para operador integrado de energia. Eis a transformação em curso na Galp, fruto da descarbonização do seu portfólio e de uma aposta forte em energias renováveis. Garante-se, assim, segundo a diretora de Inovação, Ana Casaca, simultaneamente a sustentabilidade e melhores práticas dos seus negócios tradicionais.

terça-feira, 30 novembro 2021 12:02
A Galp está a tornar-se num operador integrado. E a Ana explica

A Galp está rapidamente a transformar-se de uma empresa de Oil&Gas num operador integrado de energia, através da descarbonização do seu portfólio e de uma aposta forte em energias renováveis, garantindo simultaneamente a sustentabilidade e melhores práticas dos seus negócios tradicionais, assegura a diretora de Inovação da Galp, Ana Casaca.

“Este equilíbrio permite-nos hoje ser uma das empresas best in class no DJSI (Dow Jones Sustainability Index). Estamos a fazer Investimentos muito significativos em energias renováveis, a criar novos negócios como as nossas startups Energia Independiente e Flow demonstram, a apostar em novas tecnologias como a produção de Hidrogénio Verde, e a estudar novas cadeias de valor como as baterias, que têm potencial para gerar novos postos de trabalho e ter um grande impacto na economia local”, salienta. Diz ainda que têm em curso, neste contexto, vários projetos para, no futuro, começar a produzir Low Carbon Fuel, investir em novas soluções de eficiência energética; e, paralelamente, promover a adoção de comportamentos mais sustentáveis pelos seus colaboradores, clientes e sociedade como um todo. “Só assim continuaremos a ser um player de referência no nosso setor”, sublinha. Numa abordagem concreta sobre a forma como são desenvolvidos os projetos de inovação, Ana Casaca declara que têm tipicamente diferentes estruturas e podem ser muito diversos. Alguns são pilotos de um mês para testar algo específico numa perspetiva fail fast and cheap, enquanto outros são projetos de vários anos com participação de múltiplos parceiros e PMO dedicados. “Temos projetos tão simples como testar uma nova ferramenta digital para melhorar a experiência dos nossos clientes até projetos muito complexos, de vários anos, como o desenvolvido com a IBM sobre utilização de inteligência artificial para construir uma poderosa ferramenta de interpretação do subsolo”, refere. Entre eles, adianta, existem centenas de projetos de várias dimensões e caraterísticas que atravessam todas as áreas da empresa, sendo uns apenas internos e outros levados a cabo em parceria com a academia, instituições de Investigação e Desenvolvimento e empresas tecnológicas nacionais e internacionais. Quanto ao facto de a Galp exercer também a sua atividade além-fronteiras e de esta circunstância poder aumentar o desafio, elevando a fasquia, Ana Casaca admite que sim. “De certa forma sim, temos vários projetos internacionais que nos trazem desafios acrescidos, mas que também nos posicionam como um player relevante no panorama da inovação”, diz. “Já referi o projeto que desenvolvemos com a IBM, que nos leva a trabalhar com centenas de pessoas espalhadas pelo mundo. Temos, igualmente, muitos projetos no Brasil em que trabalhamos na fronteira da tecnologia e é muito gratificante quando o seu resultado impacta o nosso negócio e nos faz ser mais eficientes e sustentáveis, criando tecnologia e know-how próprios.  Porém, a aceleração digital e a adoção do trabalho remoto vieram de certa forma ajudar a demonstrar que é perfeitamente exequível trabalhar com equipas espalhadas pelo mundo”.

Quando questionada sobre de que modo a inovação impacta a perceção da marca junto do consumidor, Ana Casaca reconhece que a inovação é, hoje em dia, um dos atributos mais importante que uma marca deve ter. Neste âmbito adianta que “uma marca que não seja percecionada como inovadora tem seguramente muito mais dificuldade em competir no mundo de hoje”. Entretanto, e tendo em conta o dinamismo evolutivo que se verifica aos mais diversos níveis no mundo atual, destaca a importância da comunicação, sublinhando que a Galp a encara como um atrativo diferenciador para o desenvolvimento do negócio. A título de exemplo adianta: “construir ecossistemas abertos e colaborativos pressupõe um bom exercício de comunicação que demonstre como podemos e queremos trazer mais-valias para as cadeias de valor onde estamos e pretendemos estar”. Quanto à forma como Galp projeta o futuro e se propõe regenerá-lo – expressa no desígnio “Pensar a longo prazo e de forma disruptiva” –, declara que o processo passa pelo desenvolvimento de soluções de energia eficientes e sustentáveis.

“A Galp pretende prosperar na transição energética com um portfólio global mais eletrificado, diversificado e descarbonizado até 2030. Estamos empenhados em expandir o nosso portfólio de geração de energias renováveis. No Upstream, onde a nossa intensidade de carbono está atualmente 50% abaixo da média do setor, continuaremos em busca da excelência na eficiência de carbono, no sentido de promover um crescimento responsável da nossa produção”, frisa. “Continuaremos a contribuir para o desenvolvimento industrial de Portugal, convertendo progressivamente as operações da refinaria de Sines num parque de energia ecológica. A nossa oferta comercial vai mudar o foco de uma abordagem centrada em veículos e em combustíveis para uma abordagem centrada no consumidor e na energia ecológica”, adianta.

Será, então, que o papel ativo na mudança de paradigma energético a que a Galp se propõe está de alguma forma ligado à capacidade de inovação? Ana Casaca não hesita na resposta: “tenho perfeita noção que sem inovação essa mudança não acontecerá. A inovação estará no centro da transformação do paradigma energético do mundo. Essa é a razão principal para ser tão estimulante trabalhar nesta área na Galp. Temos um desafio enorme pela frente”.

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