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Where Lisbon is? No Bairro Alto Hotel, que #ProvamosEAprovamos

Pode um clássico ser modernizado e continuar clássico? Pode. E isso é bom. Foi o que aconteceu no Bairro Alto Hotel, que reabriu há dois verões depois de uma profunda renovação. O conceito, esse, manteve-se: é um hotel boutique “where Lisbon is”. O que se manteve também foi a soberba vista sobre a cidade que desce para o rio.

sexta-feira, 04 março 2022 10:09
Where Lisbon is? No Bairro Alto Hotel, que #ProvamosEAprovamos

Ser um clássico é um estatuto difícil de conseguir e, por isso mesmo, é para manter. É a garantia dada pelo diretor-geral, Gonçalo Gonçalves. Ressalva, porém, que o hotel é um clássico atual sofisticado e desempoeirado: “A ideia é atravessar os anos sem perder a frescura e sem deixar de inovar. Mantém-se o ADN que nos é tão característico, e segue-se a história que tem vindo a ser escrita neste quarteirão da cidade.”

A renovação, que se estendeu de novembro de 2017 a agosto de 2019, não trouxe apenas a modernização do espaço, trouxe igualmente uma significativa ampliação – neste hotel de cinco estrelas, são agora 9.000m2, que ocupam todo um quarteirão, distribuídos por quatro edifícios, todos do século XVIII. A assinatura é do arquiteto Souto de Moura, cliente habitual do hotel sempre que vinha a Lisboa e que agora deixa nele uma marca para o futuro.

Quem também deixa marca no novo Bairro Alto Hotel é a dupla formada pelo decorador José Pedro Vieira e pelo arquiteto Diogo Rosa Lã, do Atelier Bastir, que já assinara o design de interiores na origem (2005) e que repete a missão, em todas as áreas públicas e nos quartos.

Os quartos são agora mais – eram 55, passaram a 87 – e de dimensões mais generosas tal como as áreas comuns são mais amplas. Afinal, o hotel duplicou de área.  As suites são 22, sendo que seis delas funcionam como módulos, com a possibilidade de comunicar com um ou dois quartos.

O que todos têm em comum é um conceito visual intemporal, em que os móveis são feitos à medida, mas quebrado por elementos mais arrojados – na cor, na textura dos materiais ou na iluminação.  É a tal combinação entre o clássico e o contemporâneo.

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Mas, não é preciso estar hospedado para testemunhar este rejuvenescimento. Basta subir ao sexto piso: é ali que o Terraço BAHR se abre sobre a cidade, o rio, e a ponte vigiada pelo Cristo Rei. Neste rooftop, o ambiente é informal. É o cenário ideal para um dos vários cocktais da carta, a solo ou a acompanhar um petisco. O pôr-do-sol é a moldura perfeita para este momento de descontração. 

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Ficámo-nos pelos cocktails, já que o bar era uma antecâmara para o jantar. Mas o fim de tarde estava convidativo e acabámos por provar dois: Mouraria, um mix de Gin Mare, manjericão, boshi de morango e espumante, e Pineapple Express, que combina Bacardi 8, Chartreuse Vert, ananás e lima.

Descemos ao BAHR, que, tal como o Terraço, tem design do thestudio. A curadoria do restaurante é de Nuno Mendes. E, nas palavras do diretor-geral do hotel, “aqui serve-se a cozinha das memórias” do chef, que “dono de um talento reconhecido internacionalmente, tem contribuído fortemente para divulgar o que de melhor se come em Portugal além-fronteiras”. Está, assim, explicado o convite para assinar “as disruptivas cartas” do Bairro Alto Hotel, “com conceitos distintos, que contam com os saberes e sabores das suas experiências, viagens e memórias de uma Lisboa boémia e irreverente”.

À chegada ao restaurante, um “presente” aguarda os visitantes: uma janela oval, desenhada numa parede branca, e pela qual é possível espreitar as águas do Tejo com a ponte à direita.

Where Lisbon is? No Bairro Alto Hotel, que #ProvamosEAprovamos

Antes, porém, uma pitada de irreverência no conjunto de peças inspiradas no Manifesto Boémio, entre elas, uma instalação que concentra a essência do Bairro Alto, “das prostitutas e dos chulos, das vielas, dos cantos e recantos da boémia: é essa história que contam objetos como a navalha ponta-e-mola, a faca na liga, o garrafão de tinto e o banco do engraxador.

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Será preciso ainda caminhar 14 metros, acompanhados por um balcão, até se estar finalmente no restaurante. Ao fundo, rasga-se uma cozinha de silenciosa azáfama.

Where Lisbon is? No Bairro Alto Hotel, que #ProvamosEAprovamos

Ao contrário do que possam indiciar os parágrafos anteriores, esta não é uma sala pretensiosa. O que chega através do balcão de mármore branco tem muito de português, nos produtos e nos sabores. Mas com a originalidade de snacks como corações de alface e bulhão pato de algas ou da tosta de percebes fumados.

Where Lisbon is? No Bairro Alto Hotel, que #ProvamosEAprovamos

Como entrada, (a)provamos o tártaro de vaca maturada, creme de ovo e couve roxa grelhada. E, entre os principais, dividimo-nos entre pregado selvagem, caldo verde e chouriço, e arroz de carabineiros. Só sobrou espaço para uma sobremesa: funcho, miso, merengue italiano e granita de maçã verde. Tudo com um pairing de vinhos perfeito, com referências de pequenos produtores nacionais que, felizmente, ainda estão no segredo de muitos deuses.

De regresso ao quarto, abre-se a janela de par em par (a noite está amena para um dia de inverno) para se ouvir o bairro deste hotel. A vida está a regressar ao Chiado e isso é bom. De manhã, abrem-se de novo as portadas e é o silêncio que entra pelo quarto. Afinal, é domingo!

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