Marketing

A Saint-Gobain quer fazer do mundo uma casa melhor. E a Rita sabe como

Ser eco-friendly significa pensar toda a atividade de uma forma sustentável: é esta a visão da Saint-Gobain Portugal. “Mais do que uma tendência, a sustentabilidade afigura-se como uma responsabilidade, cabendo-nos garantir que as nossas ações não comprometem a geração futura”, argumenta a diretora de Marketing, Rita Bastos.

quinta-feira, 14 abril 2022 11:58
A Saint-Gobain quer fazer do mundo uma casa melhor. E a Rita sabe como

“Atualmente toda a nossa atividade é sustentada pelos pilares da Ética Corporativa, envolvimento dos colaboradores e diversidade, e Saúde e Segurança ao longo de toda a cadeia de valor, suportados em três grandes áreas de atuação: Alterações Climáticas, Economia Circular e Crescimento Inclusivo”, enquadra a diretora de Marketing da Saint-Gobain Portugal S.A. – ISOVER, Placo® e Weber, Rita Bastos, recordando que, em 2019, o Grupo assinou o Pacto Global das Nações Unidas, comprometendo-se a alcançar zero emissões de carbono até 2050. Para garantir o cumprimento deste objetivo, em 2020 iniciou o desenvolvimento de um Roadmap de Sustentabilidade assente em vários domínios, nos quais está incluído um Roadmap de CO2.

Questionada, entretanto, sobre o desígnio do Grupo no sentido de se “afirmar como líder global em construção sustentável e como pretende fazer jus ao propósito “Making the world a better home”, Rita Bastos diz que o processo passa pela consolidação do trabalho realizado nos últimos anos, reforçando alguns dos pontos e incorporando de forma mais intensa o impacto no planeta. “Os nossos 350 anos de história, a nossa força coletiva e a nossa liderança permitem o desenvolvimento de uma forma inclusiva, enfrentando os principais desafios da humanidade, alterações climáticas, proteção de recursos e a luta contra a desigualdade. O nosso propósito é um incentivo à ação. Estimula-nos a inovar abertamente, com a ambição sempre renovada de unir a humanidade e a natureza para o bem comum”, sublinha. A escuta, o diálogo, a bondade, a solidariedade, a confiança e o respeito pela diferença são pontos centrais do compromisso. “A ambição profunda do nosso propósito é agir, todos os dias, para tornar o mundo um lugar melhor e sustentável para se viver”, frisa.

Quanto ao cliente, Rita Bastos afirma ser notória a pretensão de soluções mais sustentáveis, uma preocupação que começam a sentir de forma transversal, seja nas soluções, na aplicação, no impacto das mesmas no edifício, ou ao longo de toda a cadeia de valor no sector da construção. Acrescenta que o cliente quer soluções sustentáveis também economicamente e mais transparência sobre o que é a “sustentabilidade”. “Neste sentido, estamos a trabalhar para criar soluções que respondam a todas as preocupações, inclusive educar e comunicar melhor a sustentabilidade efetiva dos nossos produtos, de forma a que seja de fácil compreensão por todos”, refere.

A diretora de Marketing adianta, por outro lado, que a Saint-Gobain possui novos produtos que foram ou estão para ser lançados no seguimento da política eco-friendly, começando por destacar o webercol flex lev, um cimento-cola lançado no ano passado com metade do peso para o mesmo rendimento, e com 30% de matéria-prima reciclada, que mereceu uma menção honrosa no Prémio Nacional de Sustentabilidade, Prémio Cinco Estrelas e Escolha do Profissional. Na área do gesso, salienta a tecnologia Placo® Activ’Air®, que melhora a qualidade do ar interior das casas e que têm tentado incorporar em cada vez mais produtos e sistemas. No que diz respeito ao isolamento, toda a lã de vidro da ISOVER inclui 50% de matéria-prima reciclada, o que – diz – reflete o compromisso da Saint-Gobain com a economia circular. Sobre a sensibilização interna, salienta que se trata de um dos pilares do Roadmap de Sustentabilidade, acrescentando que tem sido trabalhada através de várias ações, dentro de um plano definido. Quanto ao Fundo de Carbono Interno, surgiu com a premissa de incentivar todos os colaboradores a participarem no caminho para a neutralidade de carbono até 2050 e de contribuir para a meta da redução de emissões de CO2 para 2030.

Em matéria de investimentos, destaca que os projetos têm incidido na sustentabilidade, na digitalização e na produtividade. Nesse sentido, salienta a conclusão da nova linha de pastas em Aveiro, que permitiu alargar a gama de produtos e ter uma oferta mais sustentável, e o novo armazém do Carregado, que possibilitou melhorar a experiência ao cliente. Adicionalmente, refere o lançamento do novo website construir.saint-gobain.pt, que consolida a integração das três marcas ISOVER, Placo® e Weber e que se traduz também numa melhor experiência para o cliente. “Este ano, temos alguns projetos previstos, que estão alinhados com as áreas referidas e vão contribuir para nos posicionarmos como líderes na Construção Sustentável”, afirma.

Concretamente sobre o posicionamento da Saint-Gobain no mercado português, Rita Bastos reconhece que tem evoluído de forma muito positiva e que, apesar da pandemia, o mercado da Construção manteve-se muito forte e o contexto imobiliário em alta. “Houve constrangimentos relacionados com a subida dos preços, matérias-primas e supply chain que acabaram por ter impacto no setor e que tentámos gerir da melhor forma possível e dentro do que esteve ao nosso alcance, com o mínimo impacto para os nossos clientes. Para o futuro, queremos consolidar a integração das atividades de isolamento, gesso e argamassas – marcas ISOVER, Placo® e Weber, respetivamente, oferecendo uma proposta de valor cada vez mais integrada e sustentável no setor da construção”, especifica. A terminar, recorda que a construção é responsável pelo consumo de 40% das matérias-primas à escala global, os recursos naturais não são utilizados de maneira eficiente, cerca de 40% dos resíduos sólidos urbanos são remanescentes de construções e demolições, e que a envolvente de um edifício pode registar perdas de energia até 40% se não for desenhado de forma eficiente. “Assim, ao olharmos para o contexto da construção, devemos ter a consciência do impacto de um edifício ao longo de toda a cadeia de valor, desde o design, aos materiais utilizados, construção e manutenção”, adverte.

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