Marketing

Estar nas redes sociais? Um must, para a FNAC

Possuir uma estratégia para redes sociais é essencial para a marca ter claro o seu propósito nas comunidades e para que estas possam interagir com a marca e os seus universos de forma próxima e imediata. E no caso da FNAC é um must, afirmam a Head of Brand & Digital Marketing e o Social Media Manager, Margarida Silva e Daniel Neves, respetivamente.

segunda-feira, 30 maio 2022 12:34
Estar nas redes sociais? Um must, para a FNAC

O nosso dia a dia é marcado por um sentido de responsabilidade para com a cultura; apoiamos artistas nacionais, promovemos a leitura e destacamos alternativas de consumo mais sustentáveis”.

Além destas missões, a FNAC procura ser uma marca de sugestões, através do aconselhamento e das análises dos seus experts, continuando empenhada em ser a segunda casa de todas comunidades que aqui encontram os seus universos de paixão. “Entre tantas iniciativas, ambições e categorias, só é possível passar mensagens coerentes se existir uma estratégia com pilares sólidos. Sem eles, ficaríamos sem rumo”, acrescentam. Em linha com a estratégia seguida, confirmam que o engagement rate é um dos principais KPI (indicadores), acompanhado semanalmente. “Este indicador reflete todo o tipo de interações relevantes que temos com a audiência, não apenas likes, shares e comentários, mas também visualizações de pelo menos 15 segundos dos nossos vídeos. E é do engagement rate e do social listening que nascem as ideias para conteúdos inovadores e para novas abordagens/formatos”, sublinham. Sobre o posicionamento nas redes sociais, garantem que a FNAC o faz como uma marca próxima e humanizada, onde os seus colaboradores assumem o papel principal, partilhando as suas paixões e expertise, nas várias áreas onde atuam. “Tentamos desta forma inspirar um mundo em mudança, promovendo escolhas sustentáveis, com um apelo claro ao conhecimento e cultura como base de um mundo melhor, mais tolerante e inclusivo, cultivando a diferença, dando uma voz ativa ao nosso posicionamento e assinatura de marca”, referem.

Na visão de ambos, as vantagens das redes sociais para as marcas são incontornáveis. “Com o social media veio a possibilidade de sermos mais criativos na forma como chegamos às pessoas que se identificam connosco e, igualmente importante, também às pessoas que têm o potencial de se tornar seguidores. O feedback chega-nos de uma forma muito mais pessoal e humana, e, claro, com um imediatismo diferente dos meios tradicionais. Este imediatismo permite-nos aferir a relevância dos conteúdos e mensagens da marca, testar novos produtos e serviços e obter feedback qualitativo sobre qualquer tema”, especificam. Todavia, mais importante do que isto – dizem – as redes sociais da marca são um ponto de encontro de fãs e comunidades, um gigante fórum onde se encontram os apaixonados pelas várias áreas da FNAC e onde podem partilhar os mesmos interesses de uma forma tão próxima quanto possível. Contudo, reconhecem que nos últimos anos as redes sociais têm vindo a ser cada vez mais associadas a problemas de saúde mental, derivados do crescente número de horas que as pessoas (especialmente os jovens) passam a fazer scroll, bem como do clima tóxico que frequentemente se gera sobre certos temas – por vezes, mesmo em temas relacionados com universos de paixão como Star Wars e Harry Potter. Mas, Margarida Silva e Daniel Neves asseguram que o mais importante/perigoso para as marcas são os temas que fazem correr muita tinta. Perante estes “temas do momento”, qualquer social media manager vai sempre deparar-se com uma voz interna que diz “temos de fazer parte da conversa”, e, logo de seguida, com outra voz que questiona “queremos fazer parte da conversa?”. Em suma, há temas e temas e não há respostas certas nem erradas sobre se deve ou não tentar surfar a onda da opinião pública, afirmam.

Quanto ao futuro das redes sociais, Margarida Silva e Daniel Neves opinam que a proximidade, a relação e o imediatismo de interação que trouxeram para as marcas e os fãs ficarão, sem dúvida, para o futuro da comunicação das marcas. “Pensamos que será este o fator crítico de sucesso em todas as adaptações que as marcas farão”, frisam.  

No caso da FNAC, o crescimento nas redes sociais tem vindo a ser consolidado nos últimos anos através de dois grandes eixos: “A maior compreensão das nossas comunidades e do nosso propósito fez evoluir os conteúdos comerciais das nossas redes para, a partir de 2020, apostarmos na partilha de conteúdos mais humanizados e ligados a causas ou mensagens com propósito social (ex: a adesão ao movimento Black Lives Matter, julho 2020, o incentivo à leitura com o movimento “Livros de Uso Obrigatório”, setembro 2021, ou a ação “Dá um Tempo às Redes”, janeiro 2022”). O segundo eixo assenta na diversificação da presença da marca nas redes sociais, onde, além do Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn, entrou na Twitch, Discord e Tik Tok em 2021, aproximando-se de novas comunidades através de conteúdos dedicados e com uma brand voice adaptada ao canal e formatos.

“No futuro, teremos de estar atentos à evolução do comportamento dos utilizadores para percebermos qual deve ser o papel da nossa marca, contribuindo sempre para um mundo melhor. Poderá passar por publicarmos menos, por escolhermos diferentes redes sociais na procura das nossas comunidades ou mesmo por outro tipo de mensagens”, adiantam. No que se refere aos influenciadores ou criadores de conteúdos digitais, Margarida Silva e Daniel Neves frisam que são essencialmente uma forma de a FNAC transmitir os valores e propósito junto de outras comunidades. “Por isso, preferimos colaborar com criadores de conteúdos que defendam as mesmas verdades que a nossa marca e que juntamente connosco queiram cultivar a diferença”, referem.  Questionados sobre quais são os passos essenciais para uma presença digital sólida e criativa nas redes sociais, dizem que, em primeiro lugar, há que ter uma noção clara daquilo que cada rede tem de ser. Os objetivos do Facebook não são os mesmos que os do Instagram ou que os do Tik Tok. Cada rede deve ter o seu próprio contexto e a sua própria estratégia. Em segundo lugar, há que perceber os formatos e os conteúdos certos para cada rede. “O que publicamos no Facebook raramente é partilhado também no Instagram, e o mesmo serve para os outros canais que temos; tentamos ter uma presença nativa em cada rede social. Mesmo que alguns conteúdos sejam publicados em duas redes diferentes (por exemplo, alguns vídeos do TikTok que estão também nos Reels), a forma como escrevemos nessas redes é diferente, porque os nossos seguidores não são necessariamente os mesmos e cada rede tem o seu caráter”, afirmam. Por último, há que partir destes pilares (o contexto de cada rede e os respetivos conteúdos mais adequados) para perceber as categorias estratégicas para cada rede. “É óbvio que o Twitch é uma rede especialmente dedicada a gaming, mas isso não quer dizer que não existam gamers no TikTok. É por isso que é fundamental ouvir as audiências e receber esse feedback de forma construtiva, para conseguirmos produzir os conteúdos certos para os nossos seguidores”, concluem.

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