Marketing

O que é In.Vulgar é bom? #ProvamosEAprovamos este fine dining da Baixa

É no final da Rua dos Fanqueiros, mesmo à boca da Praça da Figueira, que fica o In.Vulgar, uma proposta de fine dining que deve o nome ao facto de se assumir como diferente das ofertas gastronómicas da Baixa lisboeta.

sexta-feira, 22 julho 2022 12:18
O que é In.Vulgar é bom? #ProvamosEAprovamos este fine dining da Baixa

É o sócio Fernando Carrilho que explica a génese deste restaurante que é invulgar desde logo pela preocupação que houve em manter o património do espaço: a porta e as janelas imponentes que se abrem na fachada deixam entrar a luz e a cidade, convidando a entrar e a descobrir um espaço que prima pela sofisticação discreta da decoração. E pela comida, mas já lá vamos.

O que é In.Vulgar é bom? #ProvamosEAprovamos este fine dining da Baixa

O cuidado com a história é visível igualmente no interior: as obras puseram a descoberto, sob o soalho flutuante, o piso de pedra original, que foi recuperado. “Quisemos dar vida ao que já existia”, conta.

E vida é o que não falta nesta zona da cidade, mas os sócios olharam à sua volta e, apesar de muitos hotéis e de muito turismo, não identificaram restaurantes que se destacassem. Como o Terroir, o restaurante que possuem na mesma rua, estava a crescer e porque acreditaram que havia mercado para mais, isto é, para um restaurante que oferecesse bom serviço, boa comida e bom ambiente, lançaram-se na busca de nova localização. E encontraram-na uns metros abaixo.

Das janelas que se rasgam em altura na fachada tem-se a primeira perspetiva do In.Vulgar: um ambiente a preto e dourado, cortado pelo azul acinzentado do estofo das cadeiras, de iluminação intimista a acompanhar as três zonas subtilmente criadas, para proporcionar aos clientes experiências distintas – assim, é possível desfrutar de uma mesa à janela, mas também de uma mais resguardada, sendo que ao centro se encontra o bar, onde a especialidade são os cocktails. Este é um ambiente que cola na perfeição com um restaurante que só abre ao jantar, de terça a sábado.

O que é In.Vulgar é bom? #ProvamosEAprovamos este fine dining da Baixa

Este é o pretexto ideal para apresentar a cozinha In.Vulgar. À frente dela está o chef Hélder Martins, setubalense formado em Engenharia Alimentar no Algarve, que já passou por restaurantes como o Tavares e o Saraiva’s, contando também com experiências internacionais no currículo.

O que é In.Vulgar é bom? #ProvamosEAprovamos este fine dining da Baixa

O que trouxe para a Rua dos Fanqueiros foi a sua interpretação de uma gastronomia com uma matriz portuguesa muito forte, mas contemporânea. É ele próprio que o diz, reclamando um conceito de cozinha que envolve a reinterpretação de pratos tradicionais, com base em produtos nacionais de qualidade. Diz mais, diz que a sua cozinha é quase como um laboratório.

Dela sai uma carta que descreve como mais convencional, na medida em que não existe um menu de degustação. “Cada prato vale por si, é uma viagem em cada prato, sem ser necessário estar à espera do prato seguinte”, comenta. Além disso, é uma carta “relativamente pequena e controlada”, que se vai ajustando às preferências dos convivas. Hélder quer ir percebendo um público que, nos primeiros tempos, era dominado por portugueses. Mas o In.Vulgar propõe-se ser igualmente uma montra para os estrangeiros.

E o que se encontra nesta montra, ou melhor, que viagem fizemos em cada um dos pratos que provámos?

Para começar, não podia faltar pão. Que muda todas as semanas, tanto podendo ser com algas como com cerveja preta e linhaça, por exemplo, mas sempre com a companhia de azeite algarvio.

O que é In.Vulgar é bom? #ProvamosEAprovamos este fine dining da Baixa

Mais português – técnicas à parte –não podia ser o acepipe seguinte: torta de sardinha com esferificação de tremoço com cerveja.

Rapidamente cedeu lugar a ervilhas tortas com puré de aipo, puré de batata doce e couve roxa e creme de ervilhas com ervas aromáticas. Texturas distintas e a frescura dos ingredientes e dos sabores a dominar, abrindo caminho para os cannelloni de sapateira envolta em toucinho marinado em lima, com beterraba e tinta de choco, na companhia de legumes baby e ovas de arenque.

O que é In.Vulgar é bom? #ProvamosEAprovamos este fine dining da Baixa

Dois peixes fizeram as honras da mesa logo depois. Primeiro, corvina braseada e terminada no forno com arroz socarrate, alga e lima. Servido como se fora uma panqueca crocante, o arroz casou muito bem com a suavidade do pescado. A prova continuou com espadarte ligeiramente braseado com texturas de cenoura, tapenade de azeitona, creme de batata doce e couve roxa e redução de laranja. De novo, Portugal num prato e de novo também a frescura que estes dias pedem.

O que é In.Vulgar é bom? #ProvamosEAprovamos este fine dining da Baixa

Poderíamos ter-nos ficado por ali, mas a carta do In.Vulgar reserva um lugar para a carne: rabo de boi de confeção lenta, o mesmo é dizer seis horas, maçã de Alcobaça fatiada e picles. Mais uma vez, uma dualidade de texturas a resultar muito bem: a carne a desfazer-se na boca em oposição ao estaladiço e ácido da fruta.

Para terminar em beleza, só podiam vir à mesa duas sobremesas contrastantes: a frescura de morangos, pistácio e ruibarbo e a decadência gulosa de cacau e chocolate.

O que é In.Vulgar é bom? #ProvamosEAprovamos este fine dining da Baixa

O que mais se pode dizer? A não ser que #ProvamosEAprovamos?

 

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

bt nl

2050.Briefing

O Outdoor Honesto

À Escolha do Consumidor

Edições Especiais

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing