Marketing

Opinião: Bons Negócios - não é isso que todos procuramos?

Opinião: Bons Negócios - não é isso que todos procuramos?
Ao contrário do que todos desejaríamos, 2010 irá arrancar sob pesadas nuvens. Se nada de extraordinário ocorrer, no início do próximo ano iremos sofrer uma intensificação das consequências da crise. A taxa de desemprego não diminuirá e na maioria dos casos o subsídio de desemprego estará a terminar, um ano e meio após o início da crise.
terça-feira, 24 novembro 2009 07:34
Em simultâneo, se a economia mundial continuar a melhorar, são previsíveis aumentos na taxa da juro a partir de 2º trimestre, seguindo um movimento já iniciado este ano pelo Banco Central da Austrália. Com o arranque de economia teremos também o aumento dos combustíveis fechando assim, um nó terrível sobre as nossas classes média e baixa.

Por causa das contas públicas, mesmo que o Governo não aumente os impostos seguramente não irá poder prolongar muito mais as medidas extraordinárias de protecção social. Em simultâneo, mesmo que os mercados externos recuperem a presente crise eliminou de facto bastante do nosso tecido exportador pelo que a recuperação por esta via será também lenta.

O que significa isto então, para quem vive de vender os seus produtos no mercado interno? Mais gente, com menos dinheiro ou, pelo menos, com menos confiança.

A chave para o sucesso passará na minha opinião por uma grande dose de realismo. Porque o consumidor não apenas compra mais marcas próprias como passou a assumi-lo, competir com este fenómeno passa por alterar a percepção da relação qualidade / preço, trabalhando agora do lado do preço.

Li recentemente que em Espanha a maioria dos consumidores diz preferir comprar em outlets. Desconheço se existe semelhante estudo para Portugal mas imagino que o cenário seja muito semelhante. Isto quer dizer directamente que o consumidor quer comprar marcas! Quer é fazê-lo nas melhores condições possíveis, ainda que isso represente fazer concessões. Temos visto isto acontecer nos últimos meses e julgo que para os próximos, o caminho se manterá.

As actividades co-op, em que 2 ou mais marcas procuram sinergias poderão ser um caminho interessante, desde que se consiga partilhar a alavanca nas vendas e não apenas o investimento total.

Provavelmente, a grande novidade será a introdução da flexibilidade e adaptabilidade aos diferentes cenários que se irão colocar.

Com o desemprego, com uma distribuição geográfica não homogénea, possivelmente, iremos assistir a novas estratégias “locais” por distribuidores e produtores. Quem melhor e mais depressa entender as necessidades actuais consumidor, mais vitórias irá obter nesta dura batalha.

As soluções que as marcas adoptarem para alterar a percepção do preço devem ser flexíveis e adaptáveis. Conceitos como novidade e oportunidade deverão ser explorados, não apenas para acelerar a decisão de comprar mas para não comprometer o posicionamento de preço da marca.

Velhos preconceitos começam agora a ser derrubados em nome do realismo e da eficácia dos investimentos. Compreender o actual mood do consumidor passa por responder ao que ele realmente procura e oferecer-lhe um bom negócio. Afinal, não é isso que todos procuramos?

Por Pedro Guimarães, Director Geral da PacSis, Sistemas de Promoção e Marketing Lda.

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