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Conteúdos pagos na internet não triunfam nos jornais europeus

Conteúdos pagos na internet não triunfam nos jornais europeus
O modelo de conteúdos pagos na internet não triunfou nos principais jornais diários europeus. Apenas o elmundo.es, que desenvolveu a plataforma Orbyt, o alemão bild.de, que cobra pelos seus conteúdos nos tablets, e o telegraph.co.uk, que criou um clube de subscritores, defendem que o modelo de negócio passa por cobrar pelos conteúdos premium.

quinta-feira, 09 fevereiro 2012 13:34

Tendo em conta a lista dos dez diários online mais lidos na Europa, segundo o mediador Comscore - os britânicos Mail Online, Guardian y Telegraph, os turcos Hürriyet e Milliyet, o alemão Bild, os espanhóis El País e el Mundo, assim como os russos Komsomolskaya Pravda e RIA Novosti-, nenhum deles pretende passar a cobrar todas as suas notícias no online, sendo que apenas três deles oferecem um serviço pago alternativo.

É o caso o tabloid alemão Bild, que abriu uma nova via para o serviço pago em 2010, fechando o acesso aos conteúdos da sua edição online através do iPad. Contudo, o grupo editor, Axel Springer, anunciou que o acesso na página web continuaria a ser grátis através do computador e, por enquanto, do telemóvel. Por outro lado, quem quisesse consultar os mesmos conteúdos mas através do tablet da Apple teria de descarregar uma aplicação por um dólar (cerca de 0,75 euros) ou através de uma subscrição anual, de 171,6 dólares (cerca de 129 euros).

Por sua vez, o inglês The Telegraph apostou em criar um clube pago de leitores, que para além de permitir o acesso aos conteúdos premium do diário, oferece ainda outras ventagens, como descontos em restaurantes, cinema, centros de beleza, entre outros. Todavia, a maior parte dos conteúdos online continua a estar disponível de forma gratuita.

O El mundo, contudo, decidiu criar a plataforma Orbyt, onde se pode aceder a conteúdos mais elaborados pelo diário, assim como às versões em PDF dos principais diários espanhóis. Juan Carlos Laviana, diretor da Orbyt, explica que esta é como que uma "prolongação do jornal" com conteúdos extra, como vídeos e galerias de imagens. Para além disso, a aplicação permite aceder às notícias ou artigos relacionados, atualizá-las no momento e partilhá-las. Há mais de um ano e meio, a Orbyt decidiu abrir a venda destes conteúdos premium; ainda assim, o diário continuar a manter a maioria dos seus conteúdos grátis.

Pelo contrário, o The Guardian não acredita no plano de apenas disponibilizar conteúdos mediante pagamento, refere o PR Noticias. O Guardian Media Group não crê que o modelo pago seja atrativo quer a um nível editorial, quer comercial para o diário. Ainda assim, não rejeita a hipótese de o fazer para outras das suas publicações, onde se optou por fechar alguns conteúdos. O mesmo acontece com o diário El País que depois de já ter tido uma experiência negativa com o serviço pago dos conteúdos online - o que o levou a perder a grande maioria dos seus leitores -, não vê no fecho dos mesmos um modelo de negócio viável.

Desta forma, os principais diários europeus continuam a oferecer os seus conteúdos online, sendo que apenas alguns apresentam alternativas de conteúdos pagos, com mais qualidade.

Fonte: PR Noticias

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