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Nuno Markl: "Há um lado deprimente de fim de festa"

Nuno Markl: "Há um lado deprimente de fim de festa"
Nuno Markl, locutor da Rádio Comercial e humorista, anunciou, através do Facebook, que a conhecida rubrica por si criada, a Caderneta de Cromos, vai terminar. Markl adianta ainda que está já a planear uma outra rubrica que “vai mover-se na fina linha que separa o didático e o parvo”.

sexta, 24 agosto 2012 09:59

O Briefing falou com o locutor para tentar saber um pouco mais sobre o novo projeto e como é deixar a rubrica que, segundo Nuno Markl, lhe deu mais gozo fazer.      

Briefing | Como é terminar uma rubrica, que o Nuno diz ter sido aquela que lhe deu mais gozo fazer, depois de quase três anos no ar e com 1142 edições?

Nuno Markl | É uma sensação agridoce. A Caderneta foi das coisas que mais me deu gozo fazer na minha carreira. Foi um processo de redescoberta de memórias não apenas para os ouvintes mas para mim próprio. Acho que, de certa forma, foi um arrumar da infância e juventude para entrar na meia-idade. E por isso há um lado deprimente de fim de festa nesta minha decisão. Por outro lado, como humorista, trabalhar num conceito cada vez mais gasto e explorado estava a transformar-se numa prisão, por isso há um certo alívio também, em fechar esta saga e em começar outra coisa nova.


Briefing | Quando sentiu que a Caderneta de Cromos teria um fim?

NM | Por acaso foi logo no início. O próprio conceito da rubrica é fechado: as memórias de quem cresceu nos anos 70 e 80. Algum dia teríamos esgotado todas e eu estava plenamente consciente de que esse dia chegaria. Mesmo revendo os primeiros emails que troquei sobre a Caderneta sobre o assunto, o receio deste lado finito do conceito já lá está nas nossas conversas, nos nossos brainstorms. Mas teve uma boa vida, a Caderneta. Sinto que é das coisas mais bem acabadas e resolvidas que deixo na minha carreira.


Briefing | Em balanço, qual o cromo que lhe deu mais gozo fazer?

NM |
Em 1140, era mau se só conseguisse isolar um! Houve vários que me deram muito gozo. Destaco o do blazer branco do Miami Vice porque acabou por se tornar num símbolo da rubrica, para os fãs.


Briefing | A próxima rubrica vai ser do género da Caderneta de Cromos ou é algo completamente diferente?

NM | É diferente. Há uns tempos que ando a trabalhar num conceito francamente mais aberto e vasto que a Caderneta. Esta vai ser a rubrica do desafogo. Com uma vastidão a perder de vista, mas, ao mesmo tempo, com um conceito definido e concreto. Nas próximas semanas divulgo mais coisas. Neste momento ainda estou a afinar os pormenores. Posso avançar que me vai dar trabalho e que me obrigou a comprar uns calhamaços que ando a ler e a anotar. 


Briefing | Quando estreará a nova rubrica?

NM | Em princípio na  segunda semana de setembro.

Catarina Caldeira Baguinho
Fonte: Briefing

sexta, 24 agosto 2012 15:14

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