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Impresa anuncia “melhores resultados semestrais em três anos”

Impresa anuncia “melhores resultados semestrais em três anos”

O grupo Impresa, que detém, entre outras marcas, o Expresso e a SIC, anunciou na segunda-feira que regressou aos resultados líquidos positivos com 3,2 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que compara com prejuízos de 1,1 milhões registados nos primeiros seis meses do ano passado. "São os melhores resultados semestrais em três anos", afirma o grupo.
segunda, 29 julho 2013 16:59


No documento que enviou à Comissão do Mercado de Valore Mobiliários (CMVM) com as contas do segundo trimestre de 2013, a Impresa destaca os indicadores positivos globais que dizem respeito ao total do semestre, em comparação com o mesmo período de 2012.

Uma das áreas que mais contribuiu para os resultados positivos foi a da televisão. A SIC terminou o primeiro semestre de 2013 com um total de receitas de 81,5 M€, o que representou um aumento de 1,4 por cento, "apesar da quebra do mercado publicitário, sendo de registar o crescimento das receitas multimédia".


No primeiro semestre de 2013, as receitas de publicidade desceram 9 por centro, para 42,1 M€, uma variação inferior à registada no mercado publicitário. A Impresa diz que esta performance deveu-se à melhoria das audiências, principalmente no horário nobre e nos targets comerciais, "o que permitiu à SIC ganhar quota de mercado".


No segmento do publishing, no mesmo período, as receitas totais registaram uma descida de 12,3 por cento, para 30,6 M€. Esta descida das receitas foi transversal a todas as atividades da Impresa Publishing.


As receitas publicitárias desceram 13,8 por cento, no primeiro semestre de 2013, em relação ao período homólogo. "Este segmento continua a ser particularmente afetado pelo ambiente recessivo da economia portuguesa, conseguindo, no entanto, um melhor comportamento do que o respetivo mercado", diz o grupo.


As receitas de circulação desceram 9,4 por cento no 1º semestre de 2013, atingindo 13,5 M€, refletindo também a contração da economia e a descontinuação de alguns títulos. Apesar da queda global de vendas, a continuada aposta no digital permitiu registar um "forte crescimento nas vendas em formato digitais".


No final do 1º semestre de 2013, o número total de subscrições digitais representou cerca de 15 por cento do total de assinantes, ultrapassando os 15.000 indivíduos. Nestes seis meses de 2013, o número de assinantes digitais cresceu 36 por cento relativamente ao final de 2012. No caso particular das publicações.


O grupo atingiu nos primeiros seis meses do ano receitas consolidadas de 112,3 M€, uma descida homóloga de apenas 3,3 por cento, devido, principalmente, à quebra das receitas de publicidade, mas registando-se um crescimento nas receitas de multimédia.


Para Pedro Norton, CEO do grupo, "O mercado dos media está a viver, desde 2008, uma das suas mais graves crises de sempre, como consequência de uma quebra sem precedentes no investimento publicitário. A redução das receitas obrigou obviamente a um controlo apertado dos custos. Mas desde o início deste processo tínhamos claro que era imprescindível que esse esforço não se fizesse à custa da competitividade da nossa oferta. Mais: sabíamos que era necessário, em simultâneo, fazer um trabalho incessante com vista a uma diversificação das áreas de negócio que permitisse recolocar o grupo numa rota de crescimento sustentado. O caminho tem sido longo e penoso, mas os resultados começaram a surgir".


Fonte: Impresa

quarta, 31 julho 2013 09:31

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