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Coréon Dú, Windeck e os Emmy

Pela primeira vez uma produção angolana está nomeada para os prémios Emmy: Windeck concorre na categoria novela, ao lado de duas produções brasileiras e de uma canadiana. Este é um produto da Semba Comunicação, uma empresa dirigida por Coréon Dú que, em declarações ao Briefing, refere que esta distinção significa começar com o "pé direito", mas alerta que agora é necessário continuar a elevar o nível de qualidade, tanto criativo como técnico.

segunda-feira, 14 outubro 2013 10:52
Coréon Dú, Windeck e os Emmy

A Windeck foi realizada por Sérgio Graciano e inteiramente feita por angolanos. O vencedor do Emmy para melhor novela será conhecido a 25 de novembro, em Nova Iorque.

Coréon Dú afirma que esta nomeação representa uma enorme honra por se tratar de uma empresa africana e composta maioritariamente por "uma força de trabalho jovem".

"Sermos reconhecidos por um órgão internacional de peso como é a Academia que indica e premeia os Emmy é o que se pode chamar de começar com o pé direito. Ao mesmo tempo isto significa que teremos de continuar a elevar o nível de qualidade, tanto criativo como técnico", acrescenta o responsável pela Semba Comunicação.

A Windeck é a primeira novela produzida pela Semba, o que aumentou o grau de surpresa quando foi anunciada a nomeação para o Emmy. Mas Coréon Dú reconhece que existem poucas histórias sobre Angola e África contadas tal como elas são e do ponto de vista africano.

"Por norma, quando abordam África falam nos mesmos "clichés" que já são vistos desde a época do cinema mudo ou, se não, apelam a um excesso de exotismo", explica.

Contudo, na Semba a aposta é na exigência não só a nível técnico mas também criativo.
"Viemos de uma realidade onde a indústria audiovisual está a dar os primeiros passos e temos apostado muito na formação de jovens com potencial e temos também profissionais muito empenhados neste aspeto. Igualmente, temos uma equipa que, tal como nós, é "Angolanamente Internacional". Somos enraizados na cultura angolana, mas com uma visão global e inserida no mundo atual", refere Coréon Dú.

Agora a Semba pretende continuar a apostar na estratégia que tem desenvolvido até aqui, ou seja, apostar em projetos em que acreditam e tentar superar-se a nível criativo.

"Angola é um mercado novo num país em desenvolvimento, por isso há muitos desafios e muito caminho a percorrer. O lado mais interessante neste percurso é que existe um enorme potencial humano", conclui Coréon Dú.

Coréon Dú é filho do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, e tem dado cartas na área artística. Além da criação da Windeck, conta também com projetos na área da música.

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quarta-feira, 16 outubro 2013 10:48

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