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24 Horas América nasce da edição norte-americana do extinto 24horas

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A equipa responsável pela edição norte-americana do extinto jornal 24horas lançou esta semana um novo diário, com conteúdos próprios, da Lusa e do Record, chamado 24 Horas América.
domingo, 29 novembro -0001 23:23


“As únicas coincidências aqui [com o antigo 24horas editado em Newark, New Jersey] são a localização e o director do jornal. Este é um projecto completamente independente. O outro projecto acabou”, afirma Vítor Alves, responsável pela publicação do novo título, nas bancas desde segunda-feira, 12 de julho.

Publicado há quase 12 anos nos Estados Unidos, o extinto diário tinha notícias das comunidades, feitas pela equipa de Newark, sendo “dois terços” do jornal constituídos por conteúdos do 24horas português, sobre política, sociedade, internacional e desporto, afirma Alves.

“Mantendo a mesma filosofia”, está a ser usado, além das páginas comunitárias, o serviço da Lusa para informação sobre Portugal e Internacional, e informação desportiva do Record, adianta.

A sociedade que editava o anterior título - 24horas Incorporated, ligada à Global Notícias (do grupo Controlinveste) – está a ser encerrada e uma empresa de Vítor Alves ligada à publicidade assumiu a responsabilidade do novo diário.

“Para ganharmos tempo aproveitou-se a [empresa] que já existia”, afirma.

O editor do antigo título, Valério Boto, também se mantém na nova equipa.

Alves teve conhecimento do encerramento do 24horas em Portugal de uma forma que considera “brusca”: pela imprensa e em cima da data de encerramento, o que deu “dois ou três dias” para encerrar a edição norte-americana, a 28 de Junho.

Quase duas semanas depois, a decisão foi de continuar, para manter os compromissos com os cerca de 12 trabalhadores que tinham sido dispensados “sem tempo de tratar das suas vidas”, com os anunciantes e também com os leitores, explica.

“Motivaram-me a fazer das tripas coração, a tentar algumas abordagens - que foi o caso do Record - para pôr o projecto em funcionamento e garantir os postos de trabalho das pessoas”, disse à Lusa.

“Permite assegurar o mercado criado por nós há 12 anos e respeitar a vontade dos leitores que gostam de ter um jornal diário e assegurar alguma publicidade porque, injustamente, os clientes foram privados daquilo que tinham contratado com o antigo 24”, adianta.

O futuro dependerá dos resultados alcançados pelo novo título, adianta.

O antigo 24horas teve um “pico” de vendas há 8 anos, em torno de 10 mil exemplares, mas desde aí tem perdido leitores de forma contínua.
“As vendas já estavam a cair, não só pela crise mas porque é um jornal direccionado à comunidade portuguesa e a emigração parou, não há portugueses a chegar”, afirma.

“Há uma parte que vai envelhecendo e outros vão para as periferias, compram a sua casa nas montanhas, na Florida ou regressam a Portugal, e infelizmente a segunda geração acaba por ser engolida pela sociedade americana e desliga-se a comunidade”, adianta Alves.

Actualmente, o jornal é distribuído sobretudo nos Estados de Nova Jersey e Nova York, na Costa Leste.

“Os pontos de venda são os mesmos. Cortámos alguns para nos facilitar um pouco a distribuição”, afirma Alves.

Sobre o efeito do encerramento temporário sobre as vendas, Alves afirma que só será conhecido na próxima semana, quando chegarem os dados de circulação.

“Não sei se houve uma quebra, mas não espero mudanças de grande expressão”, disse à Lusa.

Fonte: Lusa

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