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Caso TVI marcou o debate no Parlamento

Caso TVI marcou o debate no Parlamento
Partidos da oposição lançaram duras críticas no debate de qunta-feira no Parlmaento.
domingo, 29 novembro -0001 23:23
O PSD disse ser o momento de dizer “basta” ao “poder controleiro e nefasto” do Governo “mais perdulário e arrogante” desde o 25 de Abril, lembrando o recente “atentado às liberdades” no caso da TVI.

Por seu lado, o líder da bancada parlamentar do PCP, Bernardino Soares, afirmou que José Sócrates e o PSD "sabem bem” sobre condicionamento de jornalistas e de órgãos de comunicação social, comentando a suspensão do Jornal de Sexta da TVI.
Bernardino Soares, na sua declaração política na reunião da comissão permanente da Assembleia da República, considerou que a decisão da Prisa de suspender o telejornal, que levou à demissão da direcção da informação, “deve ser encarada com preocupação”.
“José Sócrates sabe bem do que fala quando se trata de matéria de condicionamento de jornalistas. O PSD sabe bem do que se fala quando se trata de matéria de condicionamento de órgãos de comunicação social”, afirmou Bernardino Soares.

Já o BE acusou o primeiro-ministro de ter a "exclusiva e indeclinável responsabilidade" das consequências políticas que advêm da interrupção do Jornal de Sexta da TVI, acusando José Sócrates de ter exercido sempre "forte pressão" sobre jornalistas.
"José Sócrates queixa-se hoje que o céu lhe caiu em cima e que pode ser vitimizado (…) mas a verdade é que a exclusiva e indeclinável responsabilidade política é de José Sócrates ele próprio", enfatizou o deputado bloquista Luís Fazenda, na última reunião permanente da Assembleia da República da actual legislatura.
Numa declaração política dominada pelo caso das demissões na TVI e do fim do Jornal Nacional de sexta-feira, o deputado do Bloco de Esquerda (BE) acusou o primeiro-ministro de ter revelado ao longo do seu mandato "uma atitude de forte pressão" sobre órgãos de comunicação social e jornalistas.

Por último, o deputado do CDS-PP Mota Soares sublinhou que a administração da Prisa é ilegal.
“Ao aceitarmos que uma administração se possa intrometer nas decisões editoriais das redacções estamos a limitar a liberdade de informação”, sustentou.
Para Mota Soares, “o primeiro-ministro queixou-se, um director [José Eduardo Moniz] saiu, uma jornalista [Manuela Moura Guedes] foi afastada. Do ponto de vista das liberdade essenciais dos portugueses, o PS tem muito a explicar sobre esta matéria”.
Esta reunião da comissão permanente da Assembleia da República foi marcada pela ausência do Governo, cabendo ao PS defender o Exectivo nesta matéria.

Fonte: Lusa

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