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Cimeira Mundial dos Media em Pequim debateu o futuro dos jornais

Cimeira Mundial dos Media em Pequim debateu o futuro dos jornais
A grande maioria ou “mesmo todos” os jornais norte-americanos poderão desaparecer durante os próximos vinte anos devido ao rápido desenvolvimento dos novos media, foi a mensagem deixada pela responsável da agência económica Bloomberg durante a Cimeira Mundial dos Media em Pequim.
domingo, 29 novembro -0001 23:23
Segundo Eugene Tang, responsável da Bloomberg, os próprios jornalistas também irão desaparecer e serão substituídos pelos cidadãos dado que “na era da Internet, qualquer pessoa com uma câmara e um telemóvel pode ser jornalista”. No entanto, muitos discordaram com a informação. O presidente da agência noticiosa alemã DPA respondeu dizendo que “Quando temos um problema em casa procuramos um canalizador profissional e não um cidadão-canalizador”. 

O futuro dos jornais foi também abordado pelo presidente da agência noticiosa japonesa Kyodo, Satoshi Ishikawa, que afirmou que, no Japão, o declínio dos jornais “não tem sido tão acentuado como noutros países” porque “quase 100 por cento da sua tiragem” é distribuída ao domicílio: “Não há quiosques de jornais nas ruas de Tóquio”, disse.

Em Portugal, segundo a Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, os cinco jornais diários generalistas portugueses aumentaram as suas vendas em 2008 em 5,68 por cento, face ao ano anterior. PÚBLICO, "Diário de Notícias", "Jornal de Notícias", "Correio da Manhã" e "24 Horas" conseguiram vender por dia, em média, mais 18.233 exemplares.

Organizada pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua (Nova China), a “Cimeira Mundial dos Media” foi organizada com o apoio de oito grandes empresas mundiais do sector, entre as quais a News Corporation, de Rupert Murdoch, a BBC, Reuters e Time Warner e reuniu 170 órgãos de informação. O objectivo foi debater os desafios enfrentados pelos meios de comunicação tradicionais - agências noticiosas, jornais, estações de rádio e televisão - na era do digital e do multimédia. Portugal foi representado pelo presidente da agência Lusa, Afonso Camões.

Fonte: Lusa, Público

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