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Altice não aceita que compra da TVI seja vista como assunto político

A Altice diz que não vai tolerar que os seus concorrentes tentem transformar a compra da Media Capital, dona da TVI, num "assunto político". A posição foi anunciada em comunicado, depois das críticas da NOS e do presidente do grupo Sonae.

terça, 31 outubro 2017 12:50
Altice não aceita que compra da TVI seja vista como assunto político

 

De acordo com o comunicado, a Altice "não tolerará  tentativas, por parte dos seus concorrentes, de desviar o rumo do processo tal qual previsto nos termos da lei, incluindo tentativas de transformar uma transação entre empresas privadas num assunto político”.

A 20 de outubro, o presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo, afirmou que a concretização do negócio “criará as condições para que daqui a 10 anos possamos estar todos indignados com a descoberta de uma ‘operação Marquês’ 10 vezes maior”. A Altice manifestou de imediato intenção de apresentar queixa contra Paulo Azevedo e, agora, considera que os comentários são uma tentativa de politizar o negócio.

"Deverá ficar de sobremaneira claro que os comentários feitos em nome da democracia, ou outras afirmações igualmente alarmistas feitas por concorrentes, se resumem a tentativas flagrantes de poderosos grupos económicos no sentido de perpetuar o status quo”, lê-se no documento.

“Estes poderosos grupos não hesitaram em atacar e intimidar os reguladores e outros envolvidos no processo, continuando a levar a cabo uma campanha claramente orquestrada contra a perspetivada transação”, diz a Altice, acrescentando que "é particularmente surpreendente ver um grupo como o grupo Sonae, que sempre protestou contra a interferência política em processos anteriores em que esteve envolvido e em que falhou os seus objetivos, tentar trazer agora, quando lhe é conveniente, a política para o processo”.

A empresa adianta que a ERC [que não chegou a consenso, pondo a decisão nas mãos da Autoridade da Concorrência] "não emitiu um parecer válido relativo à aquisição da Media Capital por parte da Meo", sendo esse entendimento, em qualquer caso, “expressamente não-vinculativo”. Defende ainda que, apesar deste desfecho não ter agradado a alguns dos concorrentes, "não deverá servir de desculpa ou justificação para tentarem subverter ou questionar o desfecho válido do processo legal, apenas porque o resultado não lhes é agradável”. 

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terça, 31 outubro 2017 13:03

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