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Sindicato dos Jornalistas faz recomendação sobre uso de redes sociais no jornalismo

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O conselho deontológico do Sindicato dos Jornalistas recomendou hoje "um juízo deontológico e crítico na elaboração das notícias" que tenham como origem blogues, redes sociais e 'microblogging'.
domingo, 29 novembro -0001 23:23


Numa recomendação divulgada hoje, o conselho deontológico adianta que "refletir, confirmar a informação, confrontar várias fontes com a informação disponível, não ceder à pressão de ser o primeiro a chegar, procurar fontes de informação credíveis, são deveres de sempre potenciados pelos desafios de uma nova era".

No documento, o Conselho Deontológico (CD) alerta para os princípios que regem o ponto 1 do Código Deontológico dos jornalistas portugueses, nomeadamente no que toca à obrigação de relatar os factos com rigor e exatidão e ouvir as partes atendíveis no caso.

O uso cada vez mais frequente de blogues e redes sociais na construção de notícias, explica o CD do Sindicato dos Jornalistas, fez com que fosse necessária uma reflexão sobre o assunto, tendo em conta exemplos recentes.

Foi através do Twitter que as primeiras notícias do sismo de dia 12 de janeiro no Haiti chegaram às redações assim como as primeiras imagens e sons captados por jornalistas no local também.

Segundo o conselho deontológico, a rapidez com que a informação se disseminou, neste caso, foi uma mais valia para a rápida resposta das redações e para o cumprimento do dever de informar.

Mas, adianta, um outro caso recente teve um efeito negativo: no dia 27 de janeiro, através do Twitter, vários media mundiais acabaram por espalhar informações falsas sobre o novo iPAD da Apple, com base em tweets publicados por Jason Calacanis, um guru da tecnologia, acreditado no meio.

Segundo a recomendação do CD, Calacanis ludibriou, intencionalmente, os jornalistas para provar que nem sempre estes profissionais param para pensar, perante a avalanche de informação disponível online, e refletem sobre a origem e veracidade da informação.

Estes, acrescenta o conselho deontológico, são apenas dois exemplos dos muitos com que os profissionais se confrontam no dia a dia das redações.

Segundo um estudo da Universidade George Washington, nos Estados Unidos, situam-se entre 50 e 80 por cento os jornalistas, dos vários meios, que confiam nas redes sociais e blogues para construir notícias.

Fonte: Lusa

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