A Briefing falou com o OSCAR sobre as novidades

O OSCAR, startup portuguesa especializada em serviços para casa, anuncia que Diogo Coutinho é o novo Country Manager. Além disso, inicia o seu processo de internacionalização com a entrada em Espanha. A Briefing falou com o responsável para saber quais os projetos para o futuro.

A Briefing foi conhecer as novidades do OSCAR

Com formação em Física e experiência em negócios, adquirida nas empresas McKinsey, Glovo e Kitch, o diretor assume o desafio de revolucionar o mercado de serviços domésticos, liderando novas estratégias de expansão e inovação. Quando questionado pela Briefing sobre quais os desafios neste cargo, Diogo Coutinho identifica três, nomeadamente: garantir o funcionamento do dia a dia, apoiar a liderança numa visão a médio prazo e tornar a empresa num lugar onde as pessoas queiram trabalhar. Para atingir o último desafio, pretende contratar “pessoas brilhantes” e fomentar o talento que atualmente existe na organização, para que consigam estar no máximo do seu potencial.

O principal objetivo definido é revolucionar o mercado de serviços domésticos e, para isso, afirma que o caminho passa por assegurar que os clientes têm flexibilidade, transparência e segurança, algo que considera ser muito difícil de obter no mercado tradicional. O fator da flexibilidade demostra-se na ideia de que o cliente não deve ficar refém dos horários dos técnicos e possa ter o seu serviço quando mais lhe convém. Em relação à transparência, a plataforma permite que as pessoas saibam o que o técnico vai fazer e quanto vão ter de pagar, eliminando a hipótese de haver “surpresas desagradáveis”. Por último, a segurança é garantida através de uma garantia de 15 dias e de um acompanhamento por uma equipa que irá resolver todos os problemas que possam surgir.

Outra das novidades que a OSCAR tem é a chegada a Madrid, tendo, ainda, como mira a abertura em Barcelona. O responsável revela que a ideia de expansão do negócio deveu-se ao facto de a presença no mercado português ser sólida e, por isso, considera que este é um “next step óbvio”. “Neste contexto, Espanha é uma escolha bastante segura, dada a dimensão do país, as relativas semelhanças culturais, a ausência de competidores diretos e, também, o aparente apetite do mercado espanhol para apps de serviços on demand como o OSCAR”, diz.

Outras das razões apontadas são o facto do país vizinho ter uma população quatro vezes superior à de Portugal e um PIB cinco vezes maior. Adicionalmente, refere que este processo de lançamento forneceu um conjunto muito grande de aprendizagens, que irá permitir serem muito mais rápidos e eficientes no seu lançamento num próximo país.

Tendo em conta que a empresa se encontra numa primeira fase de implantação, a equipa inicial não tem mais do que três a quatro colaboradores, porque, tal como diz, a organização gosta de ter “ambição, mas com ambos os pés no chão e sem fazer grandes loucuras”. Estes trabalhadores vão ter como funções: a aquisição tanto de técnicos como de clientes, a certificação da qualidade do serviço, e o estabelecimento de parcerias estratégicas que permitam acelerar o crescimento, sendo que as restantes responsabilidades são garantidas através de sinergias com as equipas em Portugal.

A marca é reconhecida pelas pessoas muito devido à sua estratégia de comunicação, que passa pelo investimento em influenciadores. Por essa razão, a intenção é que o modelo seja idêntico em Espanha, no entanto, repetindo a ideia de que se deve arriscar com segurança, vai ser garantida uma presença omnicanal, principalmente quando se fala de canais digitais, mas não só. O líder acredita que um dos nossos fatores de sucesso é o facto de que quem usa os serviços gosta e recomenda a familiares e amigos, sendo que este passa a palavra é muito importante e, por isso, é algo que vai ser incentivado em todos os mercados onde ainda querem estar presentes.

Simão Raposo

Quinta-feira, 26 Outubro 2023 11:16


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