A opinião de… Hugo Julião

A IA dá o mote do nosso aniversário. O responsável de Marketing Canal e Digital do Grupo Ageas Portugal aceitou o desafio de dar a sua visão sobre a implementação desta tecnologia no setor.

A opinião de... Hugo Julião

O ritmo acelerado a que vivemos influencia, não só preferências, como também padrões de consumo. Mas será a tecnologia a grande culpada de todas estas alterações? A resposta é simples: em grande parte sim. 

A Inteligência Artificial (IA), por exemplo, está a ganhar cada vez mais terreno nos mais diversos setores e departamentos – no marketing tem se mesmo mostrado uma poderosa ferramenta, impulsionando estratégias e campanhas de forma mais eficiente e personalizada. 

Ajuda também as organizações a contar as suas histórias, trazendo consigo inúmeras potencialidades: personalização avançada, automação de processos, previsão de tendências, análise avançada de dados, fornecimento de insights profundos sobre o comportamento do cliente, desempenho das campanhas de marketing e, por fim, otimização de anúncios, maximizando o retorno sobre o investimento (ROI).

Contudo, existem desafios e riscos inerentes. Além da complexidade, do custo elevado e da falta de compreensão, uma das maiores preocupações é o potencial de enviesamento na interpretação de dados. A IA utiliza algoritmos para criar padrões e fazer previsões com base na aprendizagem matemática, mas esses dados nem sempre refletem a diversidade humana levando a decisões desajustadas – em alguns casos pode não ser grave, mas aplicados à saúde poderá ser mais crítico. 

É preciso que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e trabalhar com responsabilidade e transparência para colher os benefícios da tecnologia. Porém, não nos podemos esquecer do fator humano, que traz consigo o lado emocional, fundamental para criar relações próximas e relevantes com os nossos clientes.

Hugo Julião, responsável de Marketing Canal e Digital do Grupo Ageas Portugal

Quinta-feira, 12 Outubro 2023 10:28


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