A opinião de… Joana Teixeira

A Head of Digital Learning da CEGOC escreve sobre a importância de modelos de aprendizagem personalizados, como fator crítico para a mobilização, o envolvimento com a organização e a retenção de talento.

A opinião de... Joana Teixeira

A nova realidade de aprendizagem tem dado origem a uma procura crescente, e reconhecida valorização, de modelos de aprendizagem personalizados que promovam a aproximação e conexão entre os diferentes elementos envolvidos no processo. Previsões da IDC estimam que, até 2025, dois terços dos colaboradores das empresas líderes utilizarão soluções de aprendizagem personalizadas e adaptativas para desenvolver skills críticas. Previsão, esta, que está inevitavelmente relacionada com a rápida adoção da Inteligência Artificial e da Learning Machine (1). 

É impossível ficar indiferente a este dado: 38% dos inquiridos, num estudo Cegos, refere que o futuro das suas soluções de desenvolvimento passa pela personalização e 40% refere, ainda, que os ecossistemas de aprendizagem devem ser centrados no indivíduo, na sua experiência de formação e interações sociais. É aqui, no desenvolvimento de competências, que o digital learning encontra o seu espaço consolidado. 

O conceito não é recente, mas ainda existem dúvidas quanto à sua definição. Digital learning é, desde logo, uma abordagem que traz consigo um amplo universo de serviços, ferramentas, formatos e plataformas tecnológicas que permitem usufruir da experiência de aprendizagem em qualquer lugar, salvaguardando os valores da interação e partilha fundamentais no processo de desenvolvimento de competências. O conceito tem vindo a evoluir, acompanhando o rápido avanço da tecnologia e a crescente procura por sistemas de aprendizagem personalizados, adaptativos e facilmente acessíveis.

Graças a diferentes combinações tecnológicas é possível criar ambientes de aprendizagem customizáveis e criar sistemas de avaliação e acompanhamento, do desempenho dos colaboradores, permitindo uma análise mais precisa das suas necessidades. 

As previsões apontam para que, até 2025, os gastos em tecnologias emergentes na área do desenvolvimento rondem os 37,5 mil milhões de dólares (2). 

A investigação vem reforçar que a flexibilidade destas soluções melhora a motivação, o engagement para com a organização e a retenção do talento, além de contribuir para o crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional. Em 2022, num estudo realizado pelo LinkedIn Learning a um universo de mais de 1500 profissionais, 94% dos envolvidos afirmaram que dedicariam mais tempo à empresa se esta oferecesse oportunidades de desenvolvimento alinhadas com as suas necessidades e 68% assumiu preferir escolher autonomamente as suas Learning Jouneys (3).

Implementar soluções de digital learning é sinonimo de transformação do ecossistema de aprendizagem e o sucesso destas soluções implica investimento em tecnologia adequada, foco na experiência do utilizador e uma abordagem holística, no que diz respeito à experiência de aprendizagem e monitorização, e uma avaliação continua do desempenho e dos resultados. 

  1. https://www.idc.com/getdoc.jsp?containerId=prUS49931422 https://www.idc.com/research/viewtoc.jsp?containerId=US47139921
  2. . In “Artificial Intelligence (AI) in Education Market – Growth, Trends, COVID-19 Impact, and Forecasts (2021 – 2026)” da Mordor Intelligence,O valor exato de US$ 37,5 bilhões pode variar entre diferentes relatórios e fontes, (estimativas são baseadas em diferentes modelos e premissas).
  3. https://learning.linkedin.com/resources/workplace-learning-report

Joana Teixeira, Head of Digital Learning da CEGOC

Quarta-feira, 17 Janeiro 2024 13:17


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