A opinião de… João Jerónimo

Ainda existe espaço para mais uma marca sustentável? Esta é a pergunta que dá o mote a esta visão do diretor-geral da Livo.

A opinião de... João Jerónimo

Vivemos num período onde o tópico da sustentabilidade já não serve apenas para categorizar um tema de cariz ambiental. Atualmente, ser sustentável abrange tudo o que implica a preservação do futuro. Somos sustentáveis quando cuidamos da nossa saúde, quando escolhemos umas calças com um certo tipo de material reciclado, ou até mesmo quando decidimos colocar janelas eficientemente energéticas em nossa casa.

De acordo com um estudo global do IBM Institute for Business Value (IBV), em fevereiro de 2022, mais de oito mil inquiridos afirmavam que a sustentabilidade ambiental ganhou mais importância pessoal do que há 12 meses, e neste último ano quase metade (49%) disse ter pago em média mais 59% por produtos rotulados como sustentáveis ou socialmente responsáveis.

Isto confirma que, ao longo dos últimos anos, tem havido uma mudança notória nas mentalidades dos consumidores e que esta preocupação impulsiona uma procura crescente por produtos e serviços que não só satisfazem necessidades individuais, mas também que respeitam o planeta.

Face a esta procura, as organizações mostram que a preocupação com o tema sustentabilidade está na estratégia de negócio e começamos a ver, cada vez mais. empresas a abordar o tema. No entanto, aquando da demasia, isto pode tornar-se um problema: o mercado pode ficar saturado e começar a banalizar-se um tema tão importante.

A verdade é que as marcas continuam a surgir, mas é preciso avaliar e debater se em pleno 2023, ainda existe espaço para mais uma marca sustentável.

A competição no mercado de marcas sustentáveis é intensa, exigindo diferenciação e autenticidade para se destacarem. No entanto, esta pode ser combatida pela inovação constante e pela transparência nas práticas de negócio. É importante mostrar ao consumidor que além da escolha de fornecedores, materiais, envios, entre outros, existe uma missão, onde a preferência por marcas sustentáveis deixa de ser apenas uma tendência e passa a ser agora, um estilo de vida.

O consumidor está cada vez mais atento, e as marcas que se destacam são aquelas que lideram a mudança na direção de um consumo mais consciente. Desta forma, é necessário começar a encarar este tipo de mercado não como algo saturado, mas vê-lo como um campo dinâmico e em constante evolução.

Podemos assim concluir que apesar da quantidade de marcas existentes na área, o sucesso de cada uma irá depender da forma como comunicam com as pessoas, sendo crucial mostrar o que as distingue verdadeiramente das restantes.

João Jerónimo, diretor-geral da Livo, marca do Grupo Ageas Portugal

Quinta-feira, 14 Dezembro 2023 12:36


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