- Desbloquear o potencial da IA generativa
Nesta tendência, 70% dos inquiridos afirmam planear utilizar IA generativa nas estratégias de Marketing. No entanto, apenas 12% desses expressam a vontade de aplicar a tecnologia onde for possível. Copywritting é a função com maior aplicação, com 48%, seguindo-se a sumarização de textos (46%), e a análise de concorrência e categórica (45%). Apesar de haver uma grande vontade de aderir a estas ferramentas, o relatório alerta o setor para os riscos que emergem, nomeadamente sobre brand safety, direitos de autor, sustentabilidade e remuneração agenciada.
- Preparação para a era da polarização
“As ideologias políticas estão cada vez mais enraizadas no marketing”, lê-se no estudo. Enquanto que 76% dos marketers que participaram no estudo sugerem que as marcas se mantenham firmes perante a controvérsia, 13% assume o abandono de todas as estratégias e posições políticas como a melhor atuação. Isto porque os públicos têm diversas características distintas, inclusive as tendências políticas.
- Crise de masculinidade
A fraca representatividade da geração masculina mais jovem está a ser notada e sentida pelo público. Por isso, 63% das marcas mostram uma maior tendência na aposta da comunicação para este público, através do ajuste das estratégias de publicidade e de influencer marketing.
- O problema do “sportswashing”
A exposição mediática que o desporto proporciona às marcas está a levar a um aumento do “sportswashing”, isto é, o aproveitamento para reforço da reputação. Dessa forma, e para evitar essas práticas, as marcas devem aproveitar os novos formatos de conteúdo, participar em desportos novos e em comunidades diferentes, e tomar decisões com base em dados que permitam acompanhar o desempenho e as atitudes dos adeptos.
- Trabalhar a sustentabilidade para comunidades mais pequenas
As estratégias de marketing para a sustentabilidade devem estar mais direcionadas “para aquilo que as marcas conseguem controlar”, investindo principalmente nas comunidades locais, tal como afirmam 38% dos inquiridos. A segunda tendência, com 26%, está a sustentabilidade na produção de publicidade, seguida da descarbonização dos meios, com 21%. O foco deverá estar, assim, em “impulsionar a sua agenda ecológica e ajudar as suas marcas a criar confiança credível junto dos consumidores”.
Mariana Paulo


