Agência vs. In-house: as diferenças

No âmbito da divulgação do relatório “Global Comms” de 2024, a Cision revela que as empresas estão mais inclinadas a usar Inteligência Artificial (IA) Generativa na produção de conteúdo do que as agências. Esta é uma das diferenças apontadas, mas há mais. No total, foram 427 os profissionais da área que responderam ao questionário feito pela PRWeek.

Agência vs. In-house: que diferenças

Numa altura em que se destaca a importância dos dados para a comunicação, as empresas mostram-se mais avançadas face às agências. Enquanto que apenas 42 % das agências revelam ter um analista de dados na equipa, 63 % das empresas assume já o ter integrado.

Analisar os dados de earned media e perceber se teve impacto no negócio nem sempre é uma tarefa fácil. Ainda assim, as agências são as que mais dificuldade apresentam sobre este fator, sendo que apenas 19 % dos inquiridos revela conseguir identificar esse impacto.

Quanto ao uso da IA Generativa, as equipas in-house revelam-se mais abertas ao uso destas ferramentas. “Criação de conteúdo para audiências externas”, “Escrever comunicados de imprensa” e “Desenhar media pitches” são três funções que apresentam uma diferença de 10 % entre agência e as equipas in-house.

Quem consegue controlar melhor as situações de crise? Segundo revela o relatório, tanto as agências como as empresas sentem que têm as ferramentas necessárias para gerir situações de crise, com 72 % e 78 %, respetivamente. Ainda assim, 38 % das agências afirmam ser “Excelentes” a responder a situações de crise, enquanto que apenas 27 % das empresas dizem o mesmo. Por outro lado, as empresas são melhores na prevenção (23 %) do que as agências (14 %).

Sendo o patamar de excelência a ambição de qualquer equipa, o relatório destaca as tarefas em que há uma diferença mínima de 10 % entre as respostas de cada grupo. As agências consideram atingir a excelência em mais tarefas do que as equipas in-house, nomeadamente nas seguintes: “Articular uma narrativa atrativa”, “Avaliar a concorrência”, “Identificar e colaborar com os influencers e jornalistas mais indicados” e “Compreender os impulsionadores da reputação da marca”. A única tarefa onde a tendência se inverte é a de “Monitorizar e analisar o sentimento do investidor”.

No que diz respeito ao regime de trabalho, tanto nas agências como nas empresas, a prática mais comum é ter um regime híbrido. Há também uma tendência decrescente no regime presencial nas agências e há mais empresas (28 %) a adotar um regime 100 % remoto.

Enquanto que as agências têm como referência para análise do sucesso nas redes sociais o CTR (61 %), as partilhas (48 %) e a taxa de conversão (42 %), as empresas optam por analisar as impressões (42 %), o alcance (41 %) e as partilhas (40 %). O Instagram é a plataforma de redes sociais mais valiosa para as estratégias das agências, com 84 % de respostas, seguido do LinkedIn, Facebook e YouTube. Para as estratégias das equipas in-house, o Facebook é a rede social de eleição, seguindo-se o Instagram, LinkedIn e YouTube.

Tendo em conta o modelo PESO de media, o relatório conclui que enquanto que as estratégias das agências dependem mais de Earned Media (48 %), nas empresas a tendência é de Paid Media (27 %). Em ambos os casos, Shared Media é o que tem menos percentagem, com 15 % no caso das agências e 18 % no caso das empresas.

Mariana Paulo

Segunda-feira, 18 Março 2024 12:22


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