Ana Baleizão e a necessidade do Dia da Mulher

A Head of Communications and Engagement L’Oréal Portugal, Ana Baleizão, encara o Dia Internacional da Mulher como um marco importante como uma data para relembrar que muitas mulheres ainda não têm acesso a muitos direitos.

Ana Baleizão e a necessidade do Dia da Mulher

Diariamente somos envolvidos por notícias, estudos, estatísticas e reflexões sobre as disparidades existentes entre mulheres e homens em diferentes domínios. Falamos das carreiras, do acesso a cargos de chefia, dos salários, da precariedade e do risco de pobreza ou até da exigência que é depositada nas mulheres no que toca a tarefas, extra a sua profissão. Podemos ir mais longe, mencionando a violência e a exploração a distintos níveis.

O empoderamento das mulheres e meninas para que alcancem a igualdade de género é um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. É cada vez mais frequente vermos casos de sucesso no que toca ao empoderamento feminino e progressão social e já foi percorrido um longo caminho em prol da diversidade, equidade e inclusão. No entanto, existe um outro tanto a fazer até se atingirem as metas propostas para 2030 e que passa por eliminar desigualdades e quebrar barreiras sistémicas para que as mulheres possam ter as mesmas oportunidades que a massa masculina.

A título de exemplo, e no que diz respeito aos vários dos indicadores que são avaliados na presença das mulheres na formação e na ciência, os dados mostram-nos que a realidade portuguesa é melhor do que a média europeia e também tem havido uma evolução positiva na Europa em geral. Ainda assim, é necessário continuar a dar reconhecimento e visibilidade a estas mulheres, para que possam avançar, para que possam servir de modelo às gerações seguintes e para que os seus talentos não sejam desperdiçados quando há tantos desafios a precisar do seu conhecimento e do seu contributo.

E quando colocamos em cima da mesma mesa o muito que já se conquistou e o caminho que ainda falta percorrer, fica claro que o Dia Internacional da Mulher ainda é um marco importante a celebrar. É uma data para relembrar que muitas mulheres ainda não têm acesso a muitos direitos  e que devemos continuar a unir as forças de todos para tornar o mundo melhor e mais equilibrado.

O empoderamento das mulheres incentiva o poder e está no poder de escolha das mesmas, que vai das decisões mais rotineiras, às situações mais exigentes da vida. Se noutros tempos esta autonomia nos era bloqueada, atualmente muitas mulheres (e há que relembrar, não todas) podem usufruir do seu direito de escolha no que toca a produtos e serviços, de acordo com aquilo que valorizam e acreditam: pelas caraterísticas, pela pegada ambiental, pelo status e posicionamento, pelo impacto no reforço de identidade, por aquilo que definem como sua prioridade, pelas suas necessidades e exigências pessoais.

E falando de escolhas, e no que toca à a chamada taxa rosa diz respeito, a verdade é que por vezes a discrepância de preços está na própria formulação do produto, na qualidade do mesmo, no seu posicionamento e em contextos que variam de mercado para mercado. Não é expectável que esta possa ser uma prática comum apenas condicionada pelo fator “género”. Ser mulher não pode ser um fator limitador. Acima de tudo, a prioridade deverá focar-se no sentido de tornar acessíveis determinados produtos femininos a toda a população, produtos que consideramos essenciais, mas que ainda não se categorizam como produtos de primeira necessidade.

Por tudo isto, somos nós, mulheres, agentes da mudança. É fundamental criar as condições adequadas para que esta possa avançar e que se fortaleça o reconhecimento deste papel. A transformação social cada vez mais se faz no feminino.

Ana Baleizão, Head of Communications and Engagement L’Oréal Portugal

Sexta-feira, 08 Março 2024 10:27


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