Puro idealismo? Quem acompanhou (física ou remotamente) o XXIII Festival do CCP e a VIII Semana Criativa de Lisboa sabe que eles conseguem levar tudo avante. Ultrapassando as clássicas forças de bloqueio – falta de tempo, de recursos e de apoio da comunidade (não apenas num certo momento), continuam a divulgar, a nível nacional e internacional, o melhor da criatividade portuguesa.
Este ano não foi diferente. Arrisco a dizer que foi melhor. Quando se consegue atingir um número record de trabalhos inscritos (em ano de pandemia); se reúne um conjunto de jurados com experiência nacional e internacional; quando as suas escolhas notam rigor, isenção e critério (quase sinónimos); quando se envolvem anunciantes, media e jornalistas; se premeiam jovens talentos; se realizam conferências e tertúlias com grande propósito e até se conseguem transformar criativos em muito razoáveis apresentadores da cerimóniados prémios… manifestamente, merecem o nosso apoio.
E chega de analogias fáceis. Difícil é mesmo o que conseguem fazer estes camaradas de profissão. Agora, vou ali pagar a quota e pedir o meu cartão.
João Navarro, Copywriter na NOSSA

